A Bitmine Immersion Technologies reforçou sua posição de liderança no mercado cripto. Na última semana, a empresa adicionou 9.926 tokens ao seu portfólio corporativo.
Com as aquisições recentes, a companhia aumentou seu total para mais de 5,81 milhões de unidades. Esse volume gigantesco em Ethereum está avaliado em aproximadamente US$ 11 bilhões no mercado atual.
Agora, a Bitmine é a maior detentora corporativa da segunda maior criptomoeda do mundo. No cenário geral de tesourarias digitais, a companhia fica atrás apenas da posição de US$ 58 bilhões em Bitcoin mantida pela Strategy.
O objetivo atual da diretoria é alcançar o que definiram como a “alquimia dos 5%”. Isso representa a meta de controlar exatamente 5% do suprimento circulante total de 120,7 milhões de tokens da rede.
Grande parte dessa engenharia financeira é focada em gerar renda passiva. Mais de 5 milhões de tokens, o equivalente a US$ 9,6 bilhões, estão aplicados em staking por meio da plataforma MAVAN e de outros parceiros.
Esse montante bloqueado nas operações de validação representa 87% de todas as posses de Ethereum da empresa. Com essa estrutura, as projeções internas apontam para uma receita anualizada de US$ 250 milhões.
O futuro do Ethereum e a diversificação de ativos
Além do seu principal ativo digital, a companhia diversificou o caixa com 210 BTC, US$ 180 milhões na Beast Industries e US$ 73 milhões na Eightco Holdings. O balanço também registra US$ 78 milhões em valores mobiliários e dinheiro em espécie.
No âmbito corporativo, a Bitmine recomprou 1,7 milhão de ações na última semana. Esse movimento eleva o volume para 20,8 milhões de papéis recomprados desde julho, como parte de um amplo programa de US$ 4 bilhões.
O presidente do conselho da empresa, Tom Lee, observou que a relação de preço entre ETH e BTC atingiu 0,02994, rompendo uma tendência de baixa de longo prazo. Ele atribuiu a mudança ao início da “materialização da tokenização e de aplicações de IA agêntica”.
De acordo com o executivo, ciclos de alta anteriores foram impulsionados por ICOs (2017-2018), NFTs (2020-2021) e stablecoins (2025). “Neste próximo ciclo cripto, vemos a relação ETH/BTC subindo, impulsionada por Wall Street tokenizando na blockchain e pela IA agêntica usando blockchains”, afirmou Lee.
Nesta segunda-feira, o Ethereum operava acima da marca de US$ 1.900, de acordo com dados globais de negociação. O ativo ainda se encontra cerca de 61,7% abaixo de sua máxima histórica de US$ 4.946,05, registrada em agosto do ano passado.




