A Strategy revelou uma grande mudança em sua estrutura financeira com a criação de um novo modelo corporativo. A nova diretriz abre espaço para a venda de Bitcoin diretamente de suas reservas para financiar o pagamento de dividendos aos acionistas e realizar a recompra de títulos.
O plano, chamado “Digital Credit Capital Framework”, foi detalhado em um relatório enviado à comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos (SEC). A empresa pretende levantar até US$ 1,25 bilhão com a venda de Bitcoin para reforçar seu caixa e cobrir os custos de suas dívidas.
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Como a nova política e a venda de Bitcoin impactam a Strategy
Com a reformulação, a taxa de dividendos anuais das ações preferenciais STRC subiu de 11,5% para 12%. O movimento ocorre após um período de forte volatilidade, no qual os papéis da Strategy sofreram uma desvalorização de quase 50% desde o início do ano no mercado norte-americano.
Além disso, o fundo de reserva em dinheiro da companhia saltou para US$ 2,55 bilhões. Esse montante acumulado é suficiente para garantir os pagamentos de dividendos e juros por pelo menos 17 meses, superando o piso mínimo exigido pela governança interna da instituição.
O presidente executivo, Michael Saylor, destacou que a combinação do caixa atual com a autorização para a venda de Bitcoin assegura uma cobertura de dividendos de quase 26 meses. “A Strategy espera manter a disciplina no uso da emissão de ações MSTR, especialmente quando o papel negociar perto do valor patrimonial líquido”, afirmou Saylor.
Apesar do anúncio do novo teto de monetização, os dados operacionais indicam que a Strategy não comprou criptomoedas na semana encerrada no último domingo. O tesouro corporativo da firma segue estabilizado em 847.363 BTC, adquiridos por um custo médio de US$ 75.651 por unidade, enquanto o preço de tela do ativo orbita os US$ 60.018.
No balanço consolidado de junho, a companhia registrou um saldo líquido positivo de 3.625 BTC adicionados à sua custódia institucional. Paralelamente, o grupo captou cerca de US$ 1,15 bilhão por meio da comercialização de 12,67 milhões de novas ações ordinárias de Classe A no mercado financeiro global.
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