
O mercado global de Bitcoin completou um ano daquele fatídico 10 de outubro de 2025, quando uma queda intensa resultou em cerca de 19 bilhões de dólares em liquidações. Dias antes de atingir um patamar histórico acima de 126 mil dólares, a criptomoeda despencou rapidamente de 122 mil para 105 mil dólares em questão de minutos.
A turbulência surpreendeu investidores otimistas que apostavam na continuação do ciclo de alta. Segundo Mark Connors, da Risk Dimensions, o movimento foi impulsionado por um pico de posicionamento alavancado que pegou grande parte dos participantes de surpresa.
“Foi um topo de mercado muito rápido e brutal que não esperávamos; o posicionamento era significativo naquela época e ainda é hoje”, destacou Connors, ressaltando o peso das posições compradas acumuladas antes do crash.
O impacto dos derivativos e a nova realidade do Bitcoin
Apesar de investidores contarem hoje com ferramentas mais precisas para monitorar o livro de ordens e o sentimento geral, a alavancagem continua no centro das vulnerabilidades do mercado.
Especialistas apontam que a alta volatilidade decorre mais de contratos derivativos e perpétuos do que de dados fundamentais da blockchain.
Chris Sullivan, cofundador da Hyperion Decimus, recomenda cautela redobrada, sugerindo limitar o uso de alavancagem e monitorar taxas de financiamento e o interesse aberto. Para os detentores de longo prazo, ele reforça a necessidade de retirar os ativos das corretoras centralizadas para uma custódia segura.
Além disso, o tradicional ciclo de quatro anos do Bitcoin, antes visto como uma bússola infalível baseada na redução de recompensas dos mineradores, passa a ser questionado por analistas devido à crescente influência de fatores econômicos e políticos na formação de preços a curto prazo.







