
Nove empresas do setor de criptomoedas se uniram para lançar a Quantum Alliance, uma iniciativa voltada a criar padrões comuns de segurança contra futuras investidas tecnológicas que possam ameaçar o Bitcoin e outras redes de blockchain.
O alerta principal da aliança aponta que cerca de 6,4 milhões de unidades de Bitcoin, o equivalente a 30,2% da oferta total, possuem chaves públicas já expostas. Embora nenhum computador quântico atual consiga quebrar essa criptografia, o avanço tecnológico coloca o tema no radar dos custodiantes.
Christopher Smith, CEO da Quantus, avalia que o desenvolvedor do primeiro computador quântico criptograficamente relevante poderá capturar esses ativos bilionários, incluindo os milhões associados a Satoshi Nakamoto.
“O cenário mais provável é que quem obtiver a primeira máquina o faça com a bênção de um governo nacional”, afirmou à CoinDesk.
A divergência sobre prazos e o congelamento do Bitcoin
A discussão sobre o momento em que a tecnologia representará um perigo real para o Bitcoin divide especialistas.
Enquanto Richard Carback, da Postquant Labs, aponta 2028 como uma data viável para o surgimento de máquinas capazes de romper a criptografia atual, Bryn Bennett, da The Vault, destaca que a prioridade deve ser a capacidade de migração rápida dos custodiantes.
Outro ponto sensível é o destino de ativos vulneráveis ou abandonados. Enquanto Carback prefere a movimentação preventiva, Bennett argumenta que o congelamento não cabe a entidades privadas.
“A custódia protege os ativos dos clientes, não os abandonados. O congelamento é uma decisão de governança da rede Bitcoin, não do setor”, pontuou.







