
O novo ciclo do Bitcoin deve apresentar um comportamento mais maduro, entregando valorizações de três a cinco vezes, bem distante dos saltos superiores a dez vezes vistos no passado. A avaliação é de Ki Young Ju, fundador da empresa de análise on-chain CryptoQuant.
Durante uma apresentação sobre o mercado, o executivo explicou que a expansão geral da criptomoeda reduz o impacto direto do capital especulativo. “Espero um retorno de 3 a 5 vezes neste ciclo de alta, em vez de uma nova subida parabólica de mais de 10 vezes”, destacou Ju.
Com a cotação atual rondando a faixa de US$ 86.000, o relatório toma como ponto de partida o fundo de US$ 58.000 registrado no fim de junho. Ao aplicar a projeção da CryptoQuant, chega-se a uma estimativa matemática entre US$ 174.000 e US$ 290.000.
Vale notar que o valor inicial dessa faixa já superaria em quase 38% o recorde histórico de US$ 126.080, atingido em outubro de 2025. Contudo, a plataforma ressalta que essa é uma tradução do cenário atual e não um alvo de preço oficial e garantido.
Por que o novo ciclo do Bitcoin será menos volátil?
A principal razão para um ciclo do Bitcoin mais contido é a forte adoção institucional combinada com uma capitalização de mercado mais alta. Com um volume financeiro maior, o fluxo de entrada necessário para causar variações extremas precisa ser muito mais intenso, o que dificulta altas estratosféricas.
Esse movimento de estabilização ganha respaldo em um estudo da Fidelity Digital Assets, que documentou uma queda gradual na volatilidade do ativo. Além disso, dados da Glassnode mostram que o comportamento dos investidores de longo prazo tem um papel fundamental em absorver os choques de oferta e demanda.
Embora indicadores on-chain apontem para a chegada de dinheiro novo no mercado, o cenário descrito pela CryptoQuant sugere um compromisso claro. O investidor pode esperar ganhos menos agressivos, mas contará com um ativo mais resistente a correções profundas, atraindo capital sustentável no longo prazo.








