Bitcoin supera US$ 61 mil com alívio na inflação e queda em ações de tecnologia

Bitcoin supera US$ 61 mil com alívio na inflação e queda em ações de tecnologia

O mercado de ativos digitais opera em forte recuperação nesta quinta-feira (2). O Bitcoin registrou uma valorização de 3,9% nas últimas 24 horas, sendo negociado na faixa de US$ 61.212.

O movimento de alta acontece após uma semana consecutiva de perdas e foi impulsionado pelo discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Durante o fórum anual do Banco Central Europeu em Sintra, Portugal, ele afirmou que “os riscos de inflação diminuíram”.

O recorde de hash rate mostra que a força do Bitcoin vai muito além do preço

Queda de ações de tecnologia impulsiona o Bitcoin

Embora Warsh tenha mantido o compromisso de trazer a inflação americana para a meta de 2%, ele evitou antecipar as próximas decisões da instituição para a reunião de juros deste mês. A postura trouxe otimismo para os investidores, revertendo a tendência de queda recente e puxando o restante do mercado.

Outras criptomoedas acompanharam o otimismo do Bitcoin: o Ethereum subiu 3,9%, cotado a US$ 1.643, enquanto a Solana registrou um ganho expressivo de 5,5%. O XRP e a BNB avançaram 2,9% e 1,7%, respectivamente.

Além do cenário macroeconômico americano, a rotação de capital favoreceu os ativos digitais. O mercado tradicional de ações enfrentou um dia de forte liquidação na Ásia, liderado pelo setor de semicondutores. Na Coreia do Sul, o índice Kospi despencou quase 8%, com recuos superiores a 6% em gigantes como Samsung e SK Hynix.

Esse recuo generalizado reacendeu questionamentos sobre uma possível supervalorização nas empresas ligadas à inteligência artificial (IA). A desaceleração desse segmento pode dar fôlego ao Bitcoin, revertendo o fluxo de capital que vinha penalizando os ativos digitais ao longo de todo o trimestre anterior.

No setor de commodities, o petróleo do tipo Brent também registrou queda, atingindo a marca de US$ 70,60 por barril, o menor valor desde fevereiro. O recuo nos preços reflete a normalização do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, reduzindo as pressões geopolíticas no Oriente Médio.

O impacto do medo extremo no Bitcoin diante do colapso de contratos futuros e saídas recordes de capital institucional