
Os validadores da XRP Ledger estão prestes a ativar um pacote de correções de erros direcionado ao sistema de empréstimos da plataforma. Essa funcionalidade foi apresentada pela Ripple a instituições de pagamento e bancos, mas ainda não foi ativada oficialmente.
Para que qualquer mudança nas regras da rede ocorra, é necessário o apoio de ao menos 80% dos 35 validadores padrão da rede. Na prática, o sistema exige o voto favorável de 29 validadores mantido de forma contínua por duas semanas consecutivas.
O pacote de ajustes, identificado como fixCleanup3_4_0, registrou 29 votos favoráveis em uma segunda-feira. A proposta completou nove dias de contagem regressiva e tem previsão para entrar em vigor em 23 de outubro, por volta das 09:34 UTC. Como não há margem de votos sobressalentes, caso um único validador retire o suporte, a contagem de duas semanas será zerada.
Como funciona a proposta no XRP Ledger
A estrutura projetada para os empréstimos prevê que o credor deposite XRP ou outro token em um cofre digital. Em seguida, um corretor concede o crédito por um prazo determinado. O registro da operação e o acompanhamento das parcelas ocorrem dentro da rede, enquanto a avaliação da capacidade do tomador é feita de forma externa ao ecossistema.
Como o modelo não exige garantias em ativos por parte dos tomadores de empréstimo, a análise do corretor torna-se o único mecanismo de proteção contra eventuais calotes. A proposta foi desenhada para atender empresas de pagamentos que necessitam de liquidez temporária enquanto aguardam a liquidação de transferências internacionais.
A liberação definitiva do serviço ainda depende de outras etapas de aprovação. O sistema de crédito conta com 19 votos, enquanto os cofres de armazenamento somam 21 adesões entre os validadores. Nenhum dos dois recursos iniciou a contagem regressiva de 14 dias, o que significa que o recurso não estará ativo antes do início de novembro.
Além do ajuste na área de crédito, o pacote de atualização fecha uma brecha de segurança. A falha identificada poderia permitir que contas autorizadas apenas a destruir tokens acabassem emitindo novos ativos sob condições específicas.
O mecanismo também ajusta regras de arredondamento nos cofres e a identificação de atrasos nos pagamentos.









