A Solana superou a resistência de US$ 119 e chegou a US$ 122, atingindo o maior nível desde janeiro. O movimento ganhou força após seis sessões consecutivas de entradas líquidas em ETFs à vista do ativo.

A sequência de entradas começou em 18 de setembro. Ao longo de seis sessões, os ETFs de Solana acumularam mais de US$ 235,8 milhões em entradas líquidas.

Somente em 25 de setembro, o fluxo diário chegou a cerca de US$ 86 milhões. A Bitwise liderou as entradas, com mais de US$ 55 milhões, enquanto a Grayscale registrou cerca de US$ 18 milhões.

Nenhum dos nove fundos acompanhados apresentou saída líquida naquele dia. O fluxo consistente ajudou a criar uma fonte adicional de demanda enquanto o preço do SOL avançava.

Antes disso, a Solana já havia alcançado US$ 116, também acompanhada por entradas em ETFs. Na ocasião, os fundos haviam registrado duas sessões consecutivas de captação líquida.

O mercado, porém, ainda precisa mostrar que a demanda mais ampla acompanha os fluxos institucionais. Em um movimento anterior, os ETFs continuaram recebendo recursos enquanto investidores realizavam lucros, levando o SOL de volta para US$ 112.

Solana encontra mais força compradora

Os indicadores de mercado mudaram junto com a recuperação do preço. O Delta da Solana permaneceu positivo por dois dias seguidos, passando de 560 mil para 4,8 milhões em 26 de setembro.

A alta do indicador apontou para um aumento da pressão compradora. Ao mesmo tempo, o Exchange Netflow ficou negativo, chegando a aproximadamente -US$ 9,07 milhões após dois dias de leituras positivas.

Um fluxo líquido negativo nas exchanges significa que mais SOL saiu dessas plataformas do que entrou. O movimento é compatível com uma redução na oferta disponível para negociação imediata, embora não determine sozinho o próximo passo do preço.

Agora, a região de US$ 120 ganhou importância para a Solana. Depois de sair de US$ 112 e superar US$ 119, o ativo precisa sustentar esse nível para manter o movimento de recuperação.

A combinação entre entradas contínuas nos ETFs e Delta positivo pode abrir espaço para uma tentativa de avanço até US$ 130. Caso o preço perca US$ 120, o nível de US$ 115 volta a ser uma referência relevante no curto prazo.

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Luíza Nunes
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Luíza Nunes