A Solana voltou ao nível de TVL registrado antes do hack do Drift Protocol. O valor total bloqueado nos protocolos da rede chegou a US$ 6,5 bilhões, uma alta de 38% em dois meses, segundo dados citados pela fonte.

O avanço representa quase US$ 2 bilhões adicionais no período e leva a Solana de volta ao maior nível de TVL desde o ataque ao Drift, que retirou US$ 285 milhões do protocolo e provocou uma fuga de depósitos na rede.

A recuperação acontece junto com a valorização do SOL e com o aumento da atividade nos mercados onchain. O volume mensal das DEXs da Solana também voltou aos níveis vistos pela última vez em fevereiro, impulsionado principalmente pelo aumento da negociação de memecoins.

O preço do SOL subiu mais de 63% nos últimos dois meses, passando de US$ 73 para cerca de US$ 118. Isso ajuda a explicar parte importante do crescimento do TVL medido em dólares.

Quando o mesmo indicador é convertido para SOL, porém, o movimento é diferente. O TVL denominado em SOL caiu 15,9%, de 65,1 milhões para 54,7 milhões de SOL no período.

A diferença sugere que parte do capital da rede está deixando posições de rendimento para buscar oportunidades na atividade especulativa que ganhou força nos mercados onchain.

Solana ganha tração com Sanctum e Raydium

Entre os protocolos que lideram a recuperação da Solana, o Sanctum aparece na primeira posição em TVL. O protocolo ultrapassou Kamino e Jupiter e acumula mais de US$ 2,24 bilhões bloqueados, com alta de 19,9% nos últimos 30 dias.

O crescimento também aparece na métrica denominada em SOL. O TVL do Sanctum chegou a mais de 18,78 milhões de SOL, mesmo em um cenário de queda na participação do staking líquido em toda a rede.

Segundo os dados citados pela fonte, a parcela do SOL em staking que permanece líquida caiu de mais de 15,7% em janeiro para 12% atualmente.

Entre as exchanges descentralizadas, a Raydium mantém a liderança em TVL, com pouco mais de US$ 683 milhões. Meteora aparece com US$ 332 milhões, enquanto a Orca registra US$ 303 milhões.

A posição da Raydium está ligada, em parte, à liquidez concentrada em memecoins. Antes do lançamento da PumpSwap, a plataforma funcionava como destino final para tokens que avançavam além da fase inicial de lançamentos da Pump, tornando-se uma das principais arenas para negociação desses ativos na rede.

Mais recentemente, tokens lançados pela Stonk também passaram a circular na Raydium. Ao mesmo tempo, o CLMM da plataforma vem ganhando espaço para a negociação de ações, commodities e outros ativos tokenizados.

Esse movimento também aparece nas receitas da exchange. De acordo com dados da 0xInfra citados pela fonte, cerca de 46% da receita de negociação da Raydium já vem de ativos tokenizados.

A combinação entre valorização do SOL, maior atividade nas DEXs e crescimento de protocolos como Sanctum e Raydium coloca a Solana novamente em um patamar de US$ 6,5 bilhões em TVL, o maior desde o hack do Drift Protocol.

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Luíza Nunes
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