A Zcash, criptomoeda focada em privacidade, recuou 11% nas últimas 24 horas, atingindo uma capitalização de mercado de US$ 18,5 bilhões e liderando as baixas do dia no setor.

Especialistas apontam que a desvalorização ocorre após um rali expressivo nos últimos meses, o que gerou um forte acúmulo de alavancagem e ampliou as perdas em um mercado cripto considerado frágil.

Luke Nolan, pesquisador sênior da CoinShares, destacou que a Zcash ainda acumula alta de 460% em relação às mínimas de março, explicando que grandes altas atraem traders que utilizam derivativos e alavancagem.

Segundo dados da CoinGlass citados no relatório, US$ 17,9 milhões em posições compradas de Zcash foram liquidadas no período de 24 horas, forçando traders a reduzirem exposição rapidamente.

Além do ajuste de alavancagem, o mercado monitora temores de que avanços da inteligência artificial possam superar a criptografia tradicional antes mesmo dos computadores quânticos.

Ryan Zurrer, diretor da Dialectic, apontou que recentes progressos da OpenAI em matemática acenderam preocupações sobre a vulnerabilidade de protocolos de privacidade avançados como a Zcash em eventos extremos.

O avanço da Zcash rumo à resistência quântica e à IA

Apesar dos riscos, a rede tem adotado uma postura agressiva de proteção. Desenvolvedores da Zakura esperam que a Zcash esteja blindada contra ameaças quânticas e de inteligência artificial até o próximo mês de janeiro.

Tim Sun, pesquisador sênior da HashKey, afirmou que o roteiro voltado à resistência quântica serviu de catalisador para o recente rali, destacando que a privacidade se tornará um requisito fundamental com a fusão entre finanças tradicionais e o blockchain.

Por fim, Nolan minimizou o impacto de propostas regulamentares recentes na Europa — como a exigência de reporte de criptoativos por parlamentares franceses, reiterando que o recuo atual representa apenas uma correção técnica após um crescimento meteórico.

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Luíza Nunes
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Luíza Nunes