A Ripple segue expandindo sua lista de parceiros institucionais, ultrapassando a marca de 300 empresas conectadas globalmente. No entanto, investidores do mercado de criptoativos questionam por que o preço do XRP continua estacionado na casa de um dólar em 2026.
A explicação por trás desse cenário está na estrutura dos produtos oferecidos pela companhia tecnológica. Cerca de 60% dos clientes da Ripple utilizam apenas o software de mensagens financeiras, uma tecnologia de conectividade eficiente que dispensa completamente o uso do token nativo.
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O impacto do fornecimento e o futuro para o preço do XRP
Os 40% restantes adotam o sistema On-Demand Liquidity (ODL), que de fato utiliza o ativo como ponte de valor. Contudo, mesmo essas instituições não guardam o token em suas carteiras de reserva; as transações de compra e venda são liquidadas por corretoras parceiras em poucos segundos.
Na prática, as instituições financeiras enviam moeda fiduciária em uma ponta e recebem fiduciária na outra. Essa dinâmica afeta diretamente o preço do XRP, pois o processo de liquidação imediata gera apenas um fluxo transacional rápido, sem criar uma demanda contínua de acumulação de longo prazo.
Além do modelo de utilização das empresas, a grande quantidade de tokens mantida em contas de custódia da própria Ripple, liberada gradualmente no mercado seguindo um cronograma definido, atua como uma força de pressão constante sobre o fornecimento circulante do ativo.
Por outro lado, analistas que defendem a tese de valorização apontam que o volume diário do ODL gera pressão de compra real e recorrente. Esse movimento pode impulsionar o preço do XRP caso uma parcela da maioria dos clientes atuais de software decida migrar para o produto focado em liquidez.
Outro fator decisivo destacado pelo mercado é a entrada de capital institucional por meio de ETFs à vista de XRP, que já capturaram mais de 1 bilhão de dólares. Esse veículo de investimento representa uma demanda de retenção real, operando de forma independente dos corredores de remessas concentrados na América Latina e Ásia.
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