A rede Cardano está se preparando para uma nova fase de escalabilidade com a chegada da era Dijkstra. A organização Intersect revelou os primeiros detalhes desta atualização, que trará três inovações principais para a blockchain.
O processo ganha força após a ativação do recente hard fork da Cardano, chamado van Rossem, no dia 18 de julho. Esse evento atualizou o protocolo para a versão 11, otimizando o desempenho dos contratos inteligentes Plutus e a segurança dos nós.
Agora, o foco do desenvolvimento se volta para a era Dijkstra. O roteiro técnico prevê a implementação de melhorias focadas em desempenho, conhecidas como Nested Transactions, Linear Leios e Peras.
A expectativa da equipe técnica do Haskell Node é que as duas primeiras fases dessa atualização sejam lançadas na rede principal até o final do ano de 2026.
O impacto do próximo hard fork da Cardano
As inovações técnicas buscam resolver desafios diretos de velocidade e capacidade de rede. As Nested Transactions permitirão o agrupamento de transações, otimizando o uso de recursos e reduzindo a carga do sistema.
Já o protocolo Linear Leios é apontado como a principal ferramenta de escalabilidade deste hard fork da Cardano. A tecnologia foi desenhada para aumentar o volume de transações processadas sem abrir mão da segurança e da descentralização.
A terceira atualização, conhecida como Peras, focará especificamente na finalidade das operações. O objetivo prático é reduzir o tempo necessário para que uma transação seja confirmada e considerada irreversível.
Todo esse processo de desenvolvimento da Cardano está sendo validado pelo modelo de governança on-chain do projeto. Os detentores da criptomoeda ADA têm participação direta nas decisões e nas votações em andamento.
A comunidade também está utilizando essas ferramentas descentralizadas para debater o nome oficial da atualização. Atualmente, os usuários avaliam se o próximo passo da rede fará uma homenagem a Alexander Esgen ou a Fabian von Bergen.





