Três altcoins estão mostrando uma resistência incomum em meio à queda do mercado de criptomoedas. Enquanto o Bitcoin é negociado próximo de US$ 76 mil, JUST (JST), Monero (XMR) e LEO Token (LEO) continuam defendendo níveis técnicos importantes, mesmo sob pressão das repercussões das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e da queda do mercado de ações.

O desempenho dessas altcoins contrasta com a fraqueza generalizada do setor, mas cada um enfrenta resistências próprias para sustentar a recuperação.

O JUST (JST) acumula valorização de aproximadamente 265% desde fevereiro e está cotado perto de US$ 0,1427. O preço se aproxima da resistência de US$ 0,144, nível que tem limitado as tentativas de avanço desde outubro.

A estrutura gráfica ainda favorece os compradores. O JST vem registrando fundos progressivamente mais altos, um movimento que sugere disposição para adquirir o ativo mesmo a preços maiores. Além disso, o Índice de Força Relativa (RSI) diário está próximo de 58, indicando impulso positivo sem alcançar uma condição de sobrecompra.

Uma valorização sustentada depende, agora, de um fechamento diário acima de US$ 0,144, preferencialmente acompanhado por aumento no volume negociado. No sentido contrário, uma perda de US$ 0,135 poderia enfraquecer a estrutura de curto prazo, com suportes seguintes em US$ 0,114 e US$ 0,104.

Altcoins defendem suportes, mas enfrentam testes diferentes

O Monero (XMR) também mantém parte de sua recuperação. A criptomoeda focada em privacidade é negociada perto de US$ 612, abaixo dos US$ 623 registrados no dia anterior. Mesmo com o recuo, acumula alta superior a 120% em relação à mínima de fevereiro, próxima de US$ 276.

O nível de US$ 600 concentra a atenção dos operadores. A região corresponde a uma referência de Fibonacci que anteriormente funcionava como resistência, mas foi recuperada pelo XMR e passou a ser testada repetidamente como suporte.

Há, porém, sinais de perda de intensidade no movimento comprador. O volume de negociação está diminuindo, enquanto o RSI apresenta desaceleração.

Um fechamento diário abaixo de US$ 600 poderia comprometer a recuperação e abrir espaço para um recuo até US$ 538. Por outro lado, se o Monero preservar esse patamar e superar a faixa entre US$ 650 e US$ 660, o próximo objetivo técnico ficaria próximo de US$ 688.

Já o LEO Token (LEO) apresenta um comportamento diferente. Cotado em aproximadamente US$ 9,34, o ativo está apenas 12% abaixo de sua máxima histórica de US$ 10,61, registrada em maio. Enquanto o Bitcoin enfrenta novas perdas, o LEO praticamente não apresentou mudanças relevantes.

Desde agosto, o token vem oscilando predominantemente entre US$ 8,91 e US$ 9,49. Os compradores têm defendido a extremidade inferior dessa faixa, enquanto as tentativas de superar o limite superior encontram resistência.

Essa estabilidade, entretanto, exige cautela na interpretação. O volume de negociação relativamente baixo torna menos convincente a leitura de que o ativo esteja demonstrando força diante da queda geral.

Uma perda de US$ 8,91 poderia levar o LEO a testar US$ 8,44, seguido de US$ 7,97. Para retomar o movimento de alta, o token precisaria superar a região entre US$ 9,49 e US$ 9,60, o que poderia abrir caminho até US$ 9,90 e, posteriormente, sua máxima histórica.

Por enquanto, as três altcoins continuam preservando estruturas técnicas relativamente resistentes. O próximo movimento dependerá da capacidade dos compradores de defender esses suportes, especialmente se o Bitcoin voltar a romper decisivamente a região de US$ 75 mil para baixo.

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Luíza Nunes
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Luíza Nunes