Adoção de criptomoedas explode nas maiores economias da Europa: um em cada quatro europeus já investe

Adoção de criptomoedas explode nas maiores economias da Europa: um em cada quatro europeus já investe

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por Redação

A adoção de criptomoedas atingiu um marco histórico nas quatro maiores economias da Europa. Segundo um estudo recente com 6 mil pessoas na Alemanha, Itália, Espanha e França, um em cada quatro investidores já possui ativos digitais na carteira.

O levantamento, realizado entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, mostra que a Espanha lidera o grupo com quase 28% de participação. Logo atrás aparecem a Alemanha (25%), Itália (24%) e França (23%), consolidando o setor no continente.

O entusiasmo não é passageiro: cerca de 36% dos investidores planejam reinvestir nos próximos cinco anos. No entanto, a complexidade ainda assusta. A pesquisa indica que o conhecimento técnico é o que ainda trava uma adoção de criptomoedas ainda maior.

Para cerca de 70% dos entrevistados, entender o mercado cripto ainda é o maior desafio para entrar de cabeça. Mais da metade dos espanhóis e quase metade dos franceses e alemães afirmaram que investiriam mais se estivessem melhor informados.

Bancos sob pressão: Clientes exigem acesso via apps tradicionais

Essa tendência está colocando os bancos tradicionais contra a parede: quase 20% dos investidores esperam que suas instituições bancárias ofereçam acesso a criptoativos nos próximos três anos, com a maior pressão vindo da Alemanha.

O dado mais alarmante para os bancários é a fidelidade: 35% dos investidores europeus considerariam trocar de banco para obter serviços melhores no setor cripto. Na Espanha, esse desejo de migração chega a 40%, mostrando que o portfólio digital virou fator competitivo.

Além das finanças, a adoção de criptomoedas está virando pauta política, especialmente no Reino Unido. Adriana Ennab, diretora da Stand With Crypto no país, afirmou ao BeInCrypto: “Então, temos algo que chamamos de eleitor de cripto, e acreditamos firmemente que isso se tornará um assunto cada vez maior”.

Especialistas reforçam que, com o número crescente de detentores, o assunto deixou de ser marginal. Agora, governos e instituições financeiras correm para se adaptar a uma realidade onde as criptos são parte fundamental do patrimônio dos cidadãos.