O Mercado Bitcoin anunciou que começará a reabrir sua plataforma na próxima segunda-feira, 9 de novembro, após o ataque hacker sofrido no início da semana. Nesta primeira etapa, a retomada ocorrerá exclusivamente pelo site da corretora, permitindo que os clientes acessem suas contas apenas para consultar saldos, extratos, patrimônio e investimentos.

A empresa informou que funcionalidades como saques, transferências e negociações continuarão suspensas temporariamente. A liberação desses serviços acontecerá de forma progressiva, conforme os testes de segurança em cada ambiente forem concluídos.

Em comunicado oficial, o Mercado Bitcoin garantiu que nenhum investidor terá prejuízos com o incidente. A corretora afirmou que utilizará recursos próprios para recompor integralmente a carteira de cada cliente afetado pelo ataque assim que a liberação dos serviços for efetuada.

“A plataforma do MB opera como um ecossistema integrado, conectando custódia, depósitos, negociação e gestão de saldos. Por isso, reabrir não significa simplesmente religar um servidor”, explicou a empresa.

O ataque hacker, ocorrido na madrugada de segunda-feira (2), atingiu carteiras quentes (hot wallets) da empresa, voltadas para transações do dia a dia. A corretora ressaltou que a maior parte dos ativos permanecia armazenada em carteiras frias (cold wallets), que não foram impactadas.

Estimativas da empresa de segurança Hypernative indicavam perdas superiores a US$ 40 milhões, enquanto o MB confirmou que cerca de US$ 38 milhões em ativos haviam sido afetados.

Mercado Bitcoin bloqueia US$ 15 milhões e prepara recompra de ativos

Em uma atualização recente, o Mercado Bitcoin informou que a força-tarefa criada com empresas do setor — como Tether, Circle, Paxos, BRL1 e Chainalysis, já conseguiu congelar mais de US$ 15 milhões em ativos desviados. O montante representa um avanço em relação aos US$ 11,2 milhões bloqueados anteriormente.

“O bloqueio impede que qualquer parte desses ativos seja transferida ou liquidada pelo invasor. Seguimos mobilizados para ampliar os bloqueios e buscar a repatriação total dos ativos”, declarou a companhia. O bloqueio impede a movimentação pelos invasores, embora a devolução definitiva dos valores ao controle da empresa ainda dependa de procedimentos adicionais.

Para garantir a reposição dos fundos, a mesa de operações da corretora está se preparando para iniciar a recompra das criptomoedas nos mercados nacional e internacional.

A empresa reforçou que possui saúde financeira e caixa suficiente para cobrir os danos, destacando um recente aporte de US$ 20 milhões recebido da Tether para expansão operacional, além de mais de US$ 300 milhões captados historicamente com investidores como SoftBank e Mercado Livre.

A equipe de segurança ressaltou que a investigação prossegue em conjunto com autoridades policiais e alertou os usuários contra eventuais golpes no período. Procedimentos de redefinição de senha e verificação biométrica devem ser feitos apenas nos canais oficiais, lembrando que a empresa jamais solicita senhas, códigos de autenticação ou depósitos por telefone, e-mail ou redes sociais.

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Luíza Nunes
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