
A plataforma de negociação de criptomoedas Coinbase informou que um incidente de segurança em uma fornecedora terceirizada de análise de dados expôs informações de contato de uma pequena parcela de seus usuários.
O caso ocorreu na empresa Amplitude, que presta serviços de análise de dados. Segundo comunicado da corretora, os sistemas da própria corretora não foram invadidos e o vazamento de dados não comprometeu os saldos ou fundos mantidos pelos clientes.
“A Coinbase não sofreu uma violação de dados”, declarou a conta oficial de suporte da empresa em publicação na rede X. A companhia explicou que a Amplitude passou por um incidente de segurança que impactou um grupo reduzido de dados de contato de clientes da corretora, além de afetar outros contratantes da prestadora de serviços.
A Coinbase afirmou que não identificou indícios de acesso não autorizado aos seus sistemas internos. Em conformidade com as exigências legais, a empresa já iniciou a notificação aos usuários atingidos e às autoridades reguladoras responsáveis.
A empresa não divulgou o número exato de pessoas afetadas, os tipos específicos de dados de contato expostos ou a data em que o evento aconteceu. Tampouco foram informados os nomes das outras companhias clientes da Amplitude que também foram atingidas.
Histórico de vazamento de dados na Coinbase e riscos no setor
Este evento ocorre após outro problema enfrentado pela empresa. Em maio de 2025, a corretora revelou um caso em que cibercriminosos subornaram atendentes do suporte terceirizado no exterior para acessar dados pessoais de menos de 1% dos seus usuários ativos mensais.
Na ocasião, a Coinbase recusou um pedido de resgate de US$ 20 milhões e ofereceu esse mesmo valor como recompensa por informações sobre os invasores.
Um registro posterior no procurador-geral do estado do Maine indicou que aquele evento de 2025 atingiu 69.461 clientes, expondo nomes, endereços, números parciais de seguro social e imagens de documentos de identidade.
A exposição de informações por meio de parceiros comerciais tem sido recorrente no mercado cripto. Em setembro, a fabricantes de carteiras físicas Trezor relatou que uma falha na empresa de entregas ShipMonk expôs nomes, telefones e endereços residenciais de 67.000 clientes nos Estados Unidos, somando-se a outros 14.000 registros informados em agosto.
Parte dessas informações constava nos bancos de dados desde 2019, mesmo após a ShipMonk ter informado que os registros haviam sido apagados.
Especialistas em cibercrime ressaltam que o acesso a nomes e endereços residenciais sinaliza a capacidade de localização do usuário, e alertam que informações vazadas continuam úteis para golpistas por longos períodos, já que as pessoas raramente mudam de endereço ou de número de telefone.









