Os ETFs de Solana registraram uma retirada liquida de US$ 19,16 milhões na última terça-feira, 27 de outubro. O movimento representa o maior volume de resgates em um único dia desde 3 de dezembro de 2025.
A forte movimentação de venda ocorre em um momento delicado para o ativo, com o token negociado na casa de US$ 101,80. Analistas que acompanham os gráficos da rede consideram a marca de US$ 100 como um ponto chave de suporte, patamar do qual a criptomoeda se encontra a menos de dois dólares de distância.
Com os últimos saques, o mês de outubro consolida-se como o pior período do ano para os ETFs de Solana. Dados da SoSoValue apontam que apenas uma sessão no histórico dos fundos superou as saídas registradas na terça-feira: a retirada de US$ 32,19 milhões ocorrida em 3 de dezembro de 2025.
Somada à perda de US$ 8,23 milhões registrada na segunda-feira, a semana atual caminha para ser a mais negativa dos produtos desde o lançamento.
O total acumulado de perdas semanais já atinge US$ 27,38 milhões, superando o saldo negativo de US$ 25,52 milhões registrado na semana encerrada em 16 de outubro e os US$ 24,81 milhões de saídas no período finalizado em 9 de outubro, ocasião que interrompeu uma sequência de 14 semanas consecutivas de compras.
No acumulado mensal, as retiradas de capital dos ETFs de Solana somam US$ 99,62 milhões. Até então, o único outro mês a encerrar no vermelho havia sido junho, com um saldo negativo de cerca de US$ 787 mil.
O patrimônio líquido total gerido pelos produtos caiu de US$ 1,96 bilhão registrado em 25 de setembro para US$ 1,54 bilhão. Como o fluxo líquido acumulado de entradas recuou aproximadamente US$ 93 milhões no mesmo intervalo, a desvalorização direta no preço do ativo responde pela maior parte da redução do patrimônio dos fundos.
O impacto no preço e o desempenho dos ETFs de Solana
O token SOL acumula uma desvalorização de 13,8% no mês de outubro, o que indica a possibilidade de fechar seu oitavo mês no vermelho no ano de 2026. Apenas no intervalo dos últimos sete dias, a desvalorização é de 3,7%.
No dia 21 de outubro, com a cotação próxima de US$ 106, portais de análise técnica apontaram a formação de um padrão de ombro-cabeça-ombro no gráfico, com linha de pescoço projetada na região de US$ 100. Um fechamento diário abaixo deste patamar confirmaria o padrão gráfico, abrindo espaço para buscar a região dos US$ 80.
A MCO Global Research projeta que a zona de suporte em gráficos de uma hora está situada entre US$ 98,86 e US$ 100,47, com uma mínima de oscilação registrada em US$ 98,62. A consultoria avalia que a criação de uma nova mínima reforçaria a tese de queda contínua, enquanto uma recuperação acima de US$ 109,20 invalidaria a contagem de baixa.
Historicamente, dados do CryptoRank mostram que o mês de novembro costuma ser favorável ao ativo, apresentando um ganho mediano de 15,3% desde 2020. Contudo, no mês de novembro do ano passado, o token caiu 28,3%, mesmo em um período no qual os recém-lançados ETFs de Solana captaram US$ 419,38 milhões em seu melhor desempenho mensal já registrado.
Esse precedente histórico demonstra que o volume de compra vindo de fundos institucionais não foi suficiente para sustentar a cotação no ano anterior. Com os fundos operando em posição de venda diante da oscilação de mercado, a capacidade do mercado à vista em absorver estes resgates determinará se o padrão técnico de baixa se confirmará.









