
As stablecoins registraram uma média impressionante de mais de US$ 400 milhões por hora em transferências durante o terceiro trimestre de 2026. O dado faz parte de um estudo divulgado nesta terça-feira (20) pela exchange Coinbase em parceria com a The Block Research.
O relatório, batizado de The Always-On Dollar, aponta que 73% do volume analisado de operações com esses ativos ocorreu fora do horário de funcionamento dos bancos norte-americanos. A flexibilidade da blockchain permite transações contínuas, 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Ativos como o USDT da Tether e o USDC da Circle ganharam espaço inicialmente entre investidores de criptomoedas. No entanto, o cenário mudou e o uso dessas stablecoins disparou em pagamentos internacionais, remessas e transferências corporativas, alcançando US$ 891 bilhões no último trimestre.
O impacto das stablecoins na eficiência global e na inteligência artificial
Além da alta movimentação, o estudo destaca a capacidade dessas criptomoedas de baratear custos operacionais. Enviar US$ 200 em USDC pela rede Base pode custar até 86% menos do que os métodos tradicionais de remessa internacional.
A infraestrutura digital também atrai grandes instituições financeiras. Sete dos dez maiores bancos dos Estados Unidos já testaram a tecnologia ou depósitos tokenizados, enquanto os demais planejam explorar o setor em breve.
Outro ponto de destaque é a integração futura com sistemas de inteligência artificial. Até 2030, agentes autônomos de IA poderão utilizar stablecoins para pagar por serviços e dados de forma instantânea, movimentando trilhões no comércio global.








