
A Strategy está prestes a formar em seu gráfico um padrão técnico bastante aguardado por analistas: o golden cross. Esse movimento acontece poucas semanas após o próprio Bitcoin registrar o mesmo indicador.
O movimento técnico ocorre quando a média móvel de 50 dias supera a média móvel de 200 dias de um ativo. No mercado, muitos negociadores interpretam esse evento como uma mudança decisiva na tendência de preço, sinalizando o início de um período prolongado de valorização.
Detentora de US$ 69,81 bilhões em Bitcoin, a empresa pode confirmar a formação do golden cross a qualquer momento. Desde que a companhia iniciou a estratégia de acumular a criptomoeda em seu caixa, em agosto de 2020, o padrão gráfico apareceu em apenas duas oportunidades, e ambas foram seguidas por fortes altas.
O primeiro registro ocorreu em 15 de setembro de 2020, quando o papel era negociado na casa de US$ 15,57. Em fevereiro de 2021, o valor atingiu US$ 127,29, acumulando um salto de 717%. O sinal inverso, chamado de death cross (cruzamento da morte), só surgiu em janeiro de 2022, momento em que a ação cotava a US$ 46,83, valor ainda três vezes maior do que no início do ciclo.
Histórico da ação exige cautela com o golden cross
A segunda confirmação aconteceu em 2 de março de 2023, com o ativo cotado a US$ 25,29. As ações subiram até a máxima de US$ 473,83 em novembro de 2024, registrando uma valorização de 1.774%. Quando o novo sinal de baixa se concretizou, em outubro de 2025, o preço estava em US$ 328,40 — um avanço de 1.199% em relação ao ponto de entrada.
Apesar do otimismo associado ao padrão, o histórico mostra que o indicador não garante resultados futuros. Desde 1999, as ações da companhia registraram 19 ocorrências do padrão técnico. Em 11 delas o preço estava mais alto após três meses, e em apenas 10 ocasiões manteve o avanço ao fim de 12 meses.
Os dados revelam uma taxa de precisão de 50%. O retorno mediano em 12 meses ficou em 3,3%, sendo que os dois piores desempenhos — registrados nos anos de 2001 e 2007, resultaram em quedas de 61%.
Enquanto isso, o Bitcoin acumula alta de quase 5% desde que confirmou seu próprio golden cross em 8 de setembro, superando a marca de US$ 82.000. A movimentação dá sequência à recuperação iniciada nas mínimas de julho, abaixo de US$ 60.000, tendo alcançado o topo recente acima de US$ 87.000 no início deste mês.
O mercado agora acompanha se a ação da MicroStrategy repetirá o desempenho recente do criptoativo.







