
O Near Protocol atingiu um patamar inédito no mercado de derivativos em 12 de outubro, quando o volume de contratos em aberto alcançou US$ 1,92 bilhão segundo dados da Coinglass. Esse pico histórico ocorreu no momento em que o token era negociado a US$ 5,88, coroando uma escalada marcante para o ativo.
Para se ter ideia da dimensão desse movimento, os contratos em aberto oscilavam entre US$ 300 milhões e US$ 450 milhões entre julho e agosto. O avanço ganhou força em meados de setembro, ultrapassando a marca de US$ 1 bilhão em poucos dias e quadruplicando em cerca de dois meses.
A valorização acompanhou o ritmo dos derivativos do Near Protocol, com a cotação saindo de aproximadamente US$ 1,60 em agosto para encostar na faixa dos US$ 6,00. No gráfico diário, o preço ficou significativamente acima das médias móveis, enquanto a linha de tendência de longo prazo se mantinha próxima de US$ 2,55.
No entanto, o topo histórico veio acompanhado de uma correção expressiva logo após tocar os US$ 6,00. O preço recuou para a faixa de US$ 5,07 e o volume de contratos em aberto diminuiu para cerca de US$ 1,5 bilhão, evidenciando o encerramento de posições ou liquidações forçadas de traders no processo.
Análise técnica e os próximos níveis do Near Protocol
Essa dinâmica ilustra os riscos atrelados a patamares elevados de contratos abertos com uso de alavancagem, cenário em que oscilações bruscas provocam reações em cadeia no mercado.
Indicadores como o Índice de Força Relativa (RSI), que superou 75 pontos no final de setembro indicando sobreaquecimento, arrefeceram para a casa dos 55, mostrando um mercado mais equilibrado.
No cenário gráfico atual, os analistas monitoram suportes importantes na região da média móvel verde, próxima de US$ 4,60, seguida pelo piso da semana anterior em US$ 4,30. Uma quebra desses patamares pode direcionar o preço para US$ 3,90.
Por outro lado, para retomar a alta rumo aos US$ 6,00, os compradores precisam superar a resistência de US$ 5,50.







