O mercado financeiro está prestes a receber uma ferramenta inédita para monitorar ameaças cibernéticas. O projeto reforça a supervisão do Banco Central aos criptoativos, focando no repasse rápido de informações de segurança.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Hypernative, uma empresa especializada em segurança blockchain. Testes práticos já ocorreram em um grupo que reúne bancos tradicionais e corretoras conhecidas, como Mercado Bitcoin e Foxbit.
Regina Pedroso, diretora-executiva da Associação Brasileira de Tokenização (ABToken), confirmou que as entidades do setor devem iniciar a implementação oficial nas próximas duas semanas. Elas receberão os relatórios de ameaças e farão a distribuição contínua aos associados.
De acordo com a executiva, a principal motivação da autoridade monetária é garantir o monitoramento de fluxo de capital. “Uma preocupação grande do Banco Central é a rastreabilidade do dinheiro quando sai dos bancos tradicionais para o setor cripto, para as carteiras cripto”, explicou Pedroso.
Como funciona o novo sistema do Banco Central
As discussões sobre essa infraestrutura de segurança começaram no final do ano passado. Na época, a autarquia convocou empresas e associações, incluindo a ABToken, para formar um grupo de trabalho dedicado à prevenção de ataques digitais.
O foco atual do projeto é concluir a integração técnica da ferramenta. O mecanismo já foi avaliado na prática e os primeiros boletins experimentais foram emitidos com sucesso para as companhias participantes.
Com essa nova dinâmica de monitoramento do Banco Central, o mercado cripto nacional ganha uma camada institucional de proteção cibernética.
A expectativa é que todos os membros das entidades parceiras tenham acesso direto aos relatórios preventivos em breve.


