
O SWI Group anunciou a captação de 800 milhões de euros (cerca de US$ 894 milhões) junto a investidores institucionais para expandir projetos de infraestrutura de inteligência artificial.
A companhia listada na Euronext Amsterdam pretende utilizar os recursos para transformar a Genesis Digital Assets, unidade adquirida após a falência da FTX, em um data center voltado para IA, abandonando o setor de mineração de Bitcoin.
Com a operação, a avaliação de mercado da empresa atingiu 6,1 bilhões de euros. O movimento ilustra uma guinada comum no mercado, onde empresas trocam a atividade de mineração de Bitcoinpor contratos de computação de alto desempenho, vistos como fontes de receita mais estáveis.
O avanço da inteligência artificial sobre a mineração de Bitcoin
Em entrevista ao The Wall Street Journal, o CEO do SWI Group, Max-Hervé George, afirmou ter “zero interesse” na mineração de Bitcoin. A empresa está desfazendo-se dos locais de operação no Cazaquistão para focar as instalações americanas e suecas exclusivamente em cargas de trabalho de IA.
A conclusão da compra ocorreu em agosto, conferindo ao grupo 70% dos direitos de voto da unidade, agora rebatizada de SWI Digital. A transação envolve ativos que anteriormente receberam mais de US$ 1 bilhão em investimentos da Alameda Research, gestora ligada ao falecido fundador da FTX, Sam Bankman-Fried.
Enquanto gigantes do setor como TeraWulf e Core Scientific adotam estratégias semelhantes, o espólio da antiga corretora segue sob escrutínio rigoroso dos tribunais de falência após o colapso de novembro de 2022.








