Três altcoins estão próximas de suas máximas históricas e podem renovar recordes neste fim de semana, caso consigam superar resistências importantes. WhiteBIT Coin (WBT), Bitway (BTW) e Hyperliquid (HYPE) estão entre 8,4% e 14,3% abaixo de seus respectivos preços recordes.

Apesar da proximidade dos topos, os gráficos diários mostram cenários diferentes. O WBT perdeu uma estrutura de alta, o BTW se recupera após uma correção acentuada e o HYPE tenta sustentar uma região importante de suporte.

O WBT era negociado a US$ 81,10, com queda de 0,97% nas últimas 24 horas. Para superar sua máxima histórica de US$ 87,91, o token precisa avançar aproximadamente 8,4%.

O cenário técnico, porém, exige cautela. Em 7 de outubro, o WBT rompeu para baixo um canal ascendente que sustentava sua trajetória de alta. No dia seguinte, um pico de volume reforçou o movimento de perda da estrutura.

O índice de força relativa (RSI), indicador acompanhado para avaliar o momentum dos preços, também perdeu uma linha de suporte ascendente que se mantinha desde o início de junho. Perto de 48 pontos, o indicador está em uma região que não aponta uma direção clara para o próximo movimento.

Para retomar a trajetória de alta, o WBT precisaria recuperar a faixa entre US$ 84 e US$ 85. Na sequência, teria de superar a região de oferta que chega a US$ 87,79, próxima de sua máxima histórica.

Um rompimento confirmado poderia abrir espaço para uma alta até aproximadamente US$ 100. Em um movimento mais amplo, a extensão de Fibonacci em US$ 107,18 está cerca de 32% acima do preço atual.

No sentido contrário, US$ 75,05 aparece como suporte mais próximo. Caso esse nível seja perdido, o próximo piso indicado pela análise técnica está em US$ 60,21.

Altcoins enfrentam resistências diferentes para renovar recordes

O Bitway (BTW) apresenta uma configuração mais favorável após sua correção recente. O token era negociado a US$ 1,51, com alta de 9,37% em 24 horas, e estava cerca de 10,6% abaixo da máxima histórica de US$ 1,67.

Entre 13 de setembro e 2 de outubro, o gráfico formou uma divergência de baixa: enquanto o preço registrava máximas mais altas, o RSI produzia máximas descendentes. O movimento perdeu força em 3 de outubro, quando o BTW alcançou a extensão de Fibonacci de 1,272, perto de US$ 1,69, antes de sofrer uma reversão acentuada.

Em 4 de outubro, a correção levou o token até US$ 0,854, nível associado à retração de Fibonacci de 0,618. A região foi sustentada, e o preço voltou a superar US$ 1,34, nível correspondente à marca de Fibonacci de 1,0.

O RSI voltou a subir e se aproximava de 65 pontos. Ainda assim, o indicador permanecia abaixo de uma linha descendente que limita seus avanços desde agosto. O volume reduzido durante a recuperação também indica que o movimento ainda carece de confirmação mais forte.

O BTW continua dentro de uma cunha de alargamento ascendente, com os dois limites inclinados para cima. A borda superior, próxima de US$ 1,70, coincide com a região da máxima histórica. Um fechamento diário acima dessa faixa poderia levar o token à extensão de Fibonacci de 1,618, em US$ 2,14 — cerca de 42% acima da cotação atual.

Se o rompimento falhar, US$ 1,34 será o primeiro suporte a observar, seguido por US$ 1,07. A formação técnica também exige atenção porque esse tipo de cunha pode anteceder reversões de tendência.

A Hyperliquid (HYPE), por sua vez, depende da manutenção de um suporte importante. O token era negociado a US$ 85,71, com recuo de 0,26% nas últimas 24 horas, e precisava subir aproximadamente 14,3% para alcançar sua máxima histórica de US$ 97,96.

O preço testa a região de US$ 85,19, correspondente à retração de Fibonacci de 0,786. Essa faixa também coincide com a linha central de um canal ascendente que sustenta o gráfico desde maio.

O RSI estava em 47,5, próximo da região neutra, enquanto o volume diminuía desde o rompimento observado em 21 de agosto. A análise também aponta a possibilidade de influência da oferta de tokens, já que o HYPE esteve entre os principais ativos com desbloqueios previstos para o início de outubro.

Se a região de US$ 85 resistir, o token poderá voltar a testar sua máxima histórica. Uma recuperação acima da máxima descendente de 6 de outubro, perto de US$ 95, reforçaria esse cenário.

Um rompimento de US$ 98 abriria caminho, na análise técnica, para o nível de US$ 114,26, correspondente à extensão de Fibonacci de 1,272 e cerca de 33% acima da cotação atual.

Por outro lado, um fechamento diário abaixo de aproximadamente US$ 83 comprometeria tanto o suporte de Fibonacci quanto a linha central do canal. Nesse caso, US$ 75,14 seria a próxima referência de suporte.

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Luíza Nunes
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