A Solana registrou um salto de 124% no crescimento da rede desde o início de setembro, segundo a Santiment. O avanço levou a uma média de 1,71 milhão de novas carteiras por dia e reforçou a tese de valorização de longo prazo ligada ao uso da blockchain.
Ao mesmo tempo, a demanda institucional segue em direção diferente. Os ETFs de Solana à vista nos Estados Unidos registraram saídas de US$ 17,7 milhões em três sessões consecutivas, enquanto o preço do SOL recuou 1,6% na última semana.
Para a Santiment, o crescimento da Solana é relevante porque mede quantas carteiras interagem pela primeira vez com a rede. No mesmo período, o número de endereços ativos diariamente avançou 58%.
Com isso, a rede chegou a aproximadamente 4,27 milhões de carteiras únicas utilizando a Solana por dia. A empresa de análise relaciona esse aumento de usuários e de utilidade ao potencial de expansão do valor de mercado de uma blockchain.
A leitura, porém, contrasta com o comportamento dos ETFs. Na semana encerrada em 25 de setembro, os ETFs de Solana receberam US$ 188,2 milhões em entradas, o segundo maior volume semanal desde o lançamento, segundo dados da SoSoValue.
A demanda diminuiu na semana seguinte, quando os fundos registraram apenas US$ 2,4 milhões em entradas líquidas. Depois, vieram três sessões consecutivas de saídas, em 5, 6 e 7 de outubro.
Solana cresce, mas ETFs e Fed trazem pressão
A fraqueza não ficou restrita à Solana. Os ETFs de Ethereum também acumularam seis sessões seguidas de saídas até 6 de outubro.
O cenário macroeconômico adiciona outra variável. A ata da reunião de setembro do Federal Reserve mostrou que a maioria dos dirigentes considerava provável uma nova alta de juros até o fim do ano.
Os investidores, no entanto, reduziram as apostas em uma alta já em outubro. Com isso, o risco de aumento das taxas continua no radar para os próximos meses.
Os dirigentes também apontaram riscos maiores para a inflação, enquanto alguns avaliaram que essas pressões haviam aumentado recentemente. O próximo teste será o dado de inflação dos Estados Unidos em 14 de outubro, antes da decisão do Fed em 28 de outubro.
A Solana também enfrenta um histórico misto em outubro. Segundo a CryptoRank, o SOL teve ganho médio de 10,5% no mês desde 2020. O resultado, porém, é fortemente influenciado pela alta de 80,1% registrada em outubro de 2023.
Quando se observa a mediana, o cenário muda: o retorno de outubro é negativo em 1,59%. Nos seis meses de outubro completos desde 2020, o SOL terminou em alta em três ocasiões e em queda em outras três. No último outubro, a perda foi de 10,3%.
Apesar disso, novembro apresenta um histórico mais favorável, com ganho mediano de 15,3%. No curto prazo, porém, o comportamento do SOL continua dividido entre o crescimento de usuários na rede e a perda de força dos fluxos para os ETFs.
No momento citado pela fonte, o SOL era negociado a US$ 116,42, com queda de 1,64% em 24 horas. Já o trader Peter Brandt identificou uma formação gráfica de “cup and handle” no gráfico semanal, abaixo de uma resistência horizontal, padrão que costuma ser interpretado por traders como sinal de continuação caso ocorra um rompimento.









