Os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss querem levar o ETF de Zcash para a Nasdaq. Os fundadores da Gemini protocolaram junto à Securities and Exchange Commission (SEC) um pedido para lançar um fundo à vista ligado diretamente ao ZEC, em mais um sinal do interesse institucional pela criptomoeda de privacidade.

O fundo, chamado Winklevoss Zcash ETF, pretende manter ZEC diretamente e acompanhar o preço do ativo. A proposta prevê negociação na Nasdaq sob o ticker “WINK”, com taxa de administração de 0,25%.

A Gemini, exchange de criptomoedas dos irmãos Winklevoss, seria responsável pela custódia dos ativos do fundo, mantendo os ZEC em armazenamento a frio.

O pedido também informa que a Winklevoss Capital Fund manifestou interesse em adquirir até US$ 100 milhões em cotas da oferta. O documento, porém, deixa claro que esse compromisso não é vinculante.

Além disso, a Cypherpunk Technologies, empresa de tesouraria de Zcash apoiada pelos Winklevoss, foi escolhida como parceira do ecossistema de Zcash. Entre suas funções estaria oferecer orientação sobre questões relacionadas ao protocolo e participar de votações de detentores da moeda.

ETF de Zcash chega em meio à retomada do interesse pelo ZEC

A proposta surge enquanto o Zcash passa por uma forte recuperação de interesse no mercado. A criptomoeda, que durante anos enfrentou maior resistência regulatória por suas características de privacidade, voltou a ganhar espaço entre investidores e empresas do setor.

O Zcash permite ocultar remetente, destinatário e valor de uma transação por meio de uma tecnologia criptográfica conhecida como zk-SNARKs.

Esse movimento também já começou em outros mercados. A Grayscale transformou seu Zcash Trust em um ETF à vista em agosto e depois avançou com um desdobramento de suas ações. Na Europa, a 21Shares colocou no mercado o primeiro produto negociado em bolsa ligado ao Zcash.

O novo ETF de Zcash dos Winklevoss adicionaria à disputa uma das duplas mais conhecidas do mercado cripto.

O próprio pedido, porém, destaca que o investimento envolve riscos relevantes. Entre eles estão a forte volatilidade do ZEC e vulnerabilidades específicas de moedas voltadas à privacidade.

O documento cita ainda um problema de segurança identificado neste ano no Orchard, pool protegido do Zcash. A falha fez o preço do ZEC cair cerca de 50% por um período, antes de a rede corrigir o problema com a atualização Ironwood.

Por enquanto, o WINK ainda está longe de começar a ser negociado. A apresentação à SEC representa apenas a primeira etapa, e o regulador precisa aprovar o produto antes de qualquer listagem.

Mesmo com a estrutura de um ETF de Zcash, o risco de mercado continua elevado. Segundo o próprio documento, o ZEC acumulou uma alta superior a 2.000% no último ano, o que reforça tanto o potencial de ganhos quanto o tamanho das perdas que os investidores podem enfrentar.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes