Os ativos tokenizados já movimentam US$ 34,5 bilhões, mas seus padrões de negociação ainda diferem dos observados nos mercados tradicionais. A constatação é da Dune, que comparou atividades onchain e off-chain em ações, crédito, commodities e produtos equivalentes a dinheiro.

A diferença aparece com mais força no mercado de ações. Segundo o levantamento, ações individuais representam 81% da oferta spot de ações tokenizadas, enquanto ETFs respondem pelos outros 19%.

Para Armand Khatri, head de ecossistema da Ondo Finance, a tokenização amplia o controle do investidor sobre a escolha dos ativos ao reduzir a dependência das ofertas disponibilizadas por intermediários locais.

“The investor decides which they want”, afirmou Khatri ao comentar a possibilidade de escolher entre exposição a uma empresa específica ou a um índice.

A Dune também apontou que os ativos tokenizados cresceram mais de 140% em um ano até 31 de agosto. Os equivalentes a dinheiro continuam concentrando a maior parte da oferta, enquanto as ações aparecem como o segmento com maior volume de negociação.

Ativos tokenizados ainda representam uma fração do mercado global

Apesar do avanço, o mercado de ações tokenizadas ainda é pequeno em comparação com o sistema financeiro tradicional. Dados da Binance Research citados pelo co-CEO da Binance, Richard Teng, colocaram esse mercado em US$ 4,43 bilhões em 15 de setembro.

O valor representa apenas 0,0029% dos US$ 151,9 trilhões do mercado global de ações listadas. A Binance Research projetou, em seu cenário-base, que as ações tokenizadas podem chegar a cerca de US$ 349 bilhões até 2030.

A expansão também começa a ganhar espaço entre reguladores e bolsas nos Estados Unidos. Em 17 de setembro, a Securities and Exchange Commission concedeu uma isenção temporária permitindo negociação limitada onchain de ações americanas tokenizadas.

No mesmo movimento, a New York Stock Exchange e a Blockchain.com anunciaram planos para oferecer ações e ETFs americanos tokenizados por meio da futura plataforma de negociação digital da NYSE, ainda sujeita à aprovação regulatória.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes