USDT reina absoluta entre as criptomoedas mais negociadas no Brasil

USDT reina absoluta entre as criptomoedas mais negociadas no Brasil

O mercado de criptoativos no país movimentou R$ 505,50 bilhões em 2025, de acordo com dados declarados à Receita Federal. O volume representa uma expansão de aproximadamente 21,5% em comparação aos R$ 416,13 bilhões registrados no ano anterior. No entanto, o destaque do período foi a forte hegemonia das stablecoins entre as criptomoedas mais negociadas no Brasil.

Segundo levantamento do Portal do Bitcoin baseado no Relatório de Dados Abertos da Receita Federal, quatro tokens pareados ao dólar ou ao real — USDT, USDC, BRZ e BUSD — movimentaram juntos R$ 364,34 bilhões. O número corresponde a expressivos 72,1% de todas as operações reportadas no país no ano passado.

No topo absoluto desse cenário aparece a USDT. Sozinha, a stablecoin movimentou R$ 326,89 bilhões em transações de compra e venda ao longo de 2025. Esse montante representa 64,7% do total movimentado no território brasileiro e equivale a quase sete vezes o volume do Bitcoin no mesmo período.

O papel das stablecoins e DeFi no ranking das criptomoedas mais negociadas no Brasil

O Bitcoin garantiu o segundo lugar no ranking das criptomoedas mais negociadas no Brasil, registrando R$ 48 bilhões em movimentações, o que equivale a 9,5% do total declarado à Receita. Logo em seguida, na terceira posição, veio a USDC, somando R$ 33,03 bilhões negociados (6,5% de participação).

O Ethereum apareceu na quarta colocação com R$ 16,89 bilhões (3,3%), seguido pela rede Solana, que registrou R$ 8,13 bilhões (1,6%). O XRP ocupou o sexto lugar no mercado nacional, totalizando R$ 5,84 bilhões movimentados (1,2%).

Entre as stablecoins pareadas a outras moedas, o BRZ ficou em sétimo lugar com R$ 2,70 bilhões (0,5%), enquanto o BUSD ocupou a oitava posição com R$ 1,72 bilhão (0,3%). Esse tipo de ativo costuma ser utilizado para movimentar saldo entre plataformas de investimento, obter liquidez imediata e proteger o patrimônio contra oscilações bruscas de preço.

O encerramento do grupo dos dez ativos de maior volume contou com a presença de dois tokens de finanças descentralizadas (DeFi). A Aave movimentou R$ 1,69 bilhão (0,3%) na nona posição, enquanto a Uniswap fechou o ranking na décima colocação com R$ 1,50 bilhão (0,3%).

Juntos, os dez principais tokens responderam por R$ 446,39 bilhões, somando 88,3% de todo o ecossistema registrado. O desempenho dos protocolos DeFi superou o volume de ativos populares como Chainlink, Litecoin, Stellar, Cardano e Dogecoin.

O balanço reúne operações efetuadas em corretoras nacionais e internacionais, além de negociações sem intermediários.