
O Bitcoin está perto de encerrar setembro com o melhor desempenho já registrado para o mês. A criptomoeda acumula alta de 7,33%, ligeiramente acima dos 7,29% registrados em setembro de 2024, segundo dados da CoinGlass.
A diferença é mínima e ainda resta um dia para o fechamento mensal. Se mantiver o desempenho atual, o Bitcoin terá seu setembro mais forte desde o início da série histórica usada pela CoinGlass.
O resultado também pode ampliar uma sequência recente de meses positivos. Entre 2013 e 2025, setembro terminou no vermelho em oito anos, incluindo seis quedas consecutivas entre 2017 e 2022.
Mesmo com a recuperação recente, setembro ainda apresenta retorno médio negativo de 2,34%, o pior entre os meses do ano. Em 2023, o Bitcoin subiu 3,91% em setembro; em 2024, avançou 7,29%; e, em 2025, ganhou 5,16%.
Bitcoin enfrenta um setembro de forte oscilação
O mês começou com o Bitcoin próximo de US$ 78.500, depois de uma alta de 25% em agosto. A trajetória mudou em meados de setembro, quando o mercado passou por uma sequência de eventos que pressionou os preços.
Em 15 de setembro, o Clarity Act não conseguiu avançar no Senado dos Estados Unidos após uma votação de 49 a 50. No mesmo dia, os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas de US$ 450,4 milhões, o pior resultado desde junho.
No dia seguinte, o Federal Reserve elevou os juros em 25 pontos-base, para uma faixa entre 3,75% e 4%. O movimento, primeira alta desde 2023, foi acompanhado por uma queda do Bitcoin para perto de US$ 75 mil.
A recuperação veio depois. Os ETFs receberam cerca de US$ 2,98 bilhões em sete sessões consecutivas, incluindo quase US$ 1 bilhão em 21 de setembro, maior entrada diária desde outubro de 2025.
Ao mesmo tempo, mais de US$ 800 milhões em posições vendidas foram liquidadas em 24 horas. O Bitcoin chegou a US$ 87.354, maior nível desde o fim de janeiro.
Desde então, o ativo devolveu cerca de 4% desse avanço e chegou a ser negociado perto de US$ 83 mil na segunda-feira. A queda ocorreu enquanto o petróleo Brent voltava a superar US$ 100, depois que o presidente Donald Trump rejeitou os termos do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz.
Os indicadores técnicos citados na análise ainda apontam para uma tendência positiva. O ADX, que mede a força de uma tendência sem indicar sua direção, está em 42,3, acima do nível de 25 usado por traders como referência para uma tendência forte.
O RSI está em 61,2, enquanto a média móvel de 50 dias permanece acima da média de 200 dias, configuração conhecida como golden cross.
Se perder US$ 82.626, a próxima região de suporte está entre US$ 81.166 e US$ 79.705, correspondente aos níveis de retração de Fibonacci de 50% e 61,8%.
Mesmo com um setembro positivo, o Bitcoin ainda acumula queda de aproximadamente 4,4% em relação aos cerca de US$ 87.497 registrados no início de 2026.
O histórico também mostra que um setembro positivo não determina necessariamente o desempenho dos meses seguintes. Em 2025, por exemplo, a alta de setembro foi seguida por uma queda de 3,69% em outubro e de 23% no quarto trimestre.
Para preservar o recorde, o Bitcoin precisa encerrar setembro acima de aproximadamente US$ 83.600. A média histórica de outubro é de alta de 19,92%, embora o desempenho passado não determine o comportamento do mercado neste ano.







