Seis empresas de criptomoedas já aparecem em processos de autorização em aberto no Banco Central (BC). Os nomes são Wynx Exchange, Onda Finance, W Brasil Comércio, Masterpay, PFPay e Mazzera.

Os dados do Banco Central mostram a situação de cada processo: a Wynx está “Em Agenda”; Onda Finance e W Brasil Comércio aparecem “Em Exame”; enquanto Masterpay, PFPay e Mazzera estão “Aguardando recebimento”.

As informações foram identificadas a partir da base pública do BC e reunidas pelo portal WB3News. O conjunto de dados, porém, não explica o significado de cada etapa nem permite afirmar que um processo esteja necessariamente mais avançado que outro.

A Onda Finance é a única das seis que também apareceu em um comunicado formal do Banco Central. Publicado na segunda-feira (21), o Comunicado nº 45.986 apresentou três nomes indicados para a diretoria da empresa durante uma etapa do processo de autorização.

O documento abriu prazo de 15 dias para eventuais objeções aos administradores indicados e classificou a Onda Finance como uma “instituição em processo de autorização”. A publicação não representa uma licença definitiva.

Empresas de criptomoedas se aproximam do prazo de outubro

Os registros também mostram que a fila de autorização começou a ganhar novos nomes nas últimas semanas. Wynx Exchange e Onda Finance já apareciam na base referente a 31 de julho, enquanto não havia processos registrados no segmento de sociedades prestadoras de serviços de ativos virtuais nas consultas de fevereiro e maio.

W Brasil Comércio, Masterpay, PFPay e Mazzera passaram a aparecer na consulta mais recente. Os quatro processos têm numeração superior às solicitações registradas anteriormente, embora o Banco Central não informe que essa numeração siga necessariamente uma ordem cronológica.

A divisão responsável pelos processos também varia. Mazzera, Wynx e Onda estão sob a Gerência Técnica em São Paulo, ligada ao Departamento de Organização do Sistema Financeiro (Deorf). Masterpay e PFPay aparecem na mesma unidade e possuem números de processo praticamente sequenciais. A W Brasil Comércio está sob responsabilidade de outra divisão do departamento.

O movimento ocorre durante a implementação das novas regras para empresas de criptomoedas no Brasil. As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, publicadas em novembro de 2025, definiram as normas para autorização e funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais.

As regras entraram em vigor em fevereiro deste ano e estabeleceram um período de transição para companhias que já operavam no país. Essas empresas têm até 30 de outubro para protocolar o pedido de autorização e podem continuar funcionando enquanto o Banco Central analisa os processos.

A quantidade de solicitações ainda pode aumentar até o fim do prazo. A ABToken afirmou ao WB3News que mais de 30 de suas associadas pretendem pedir autorização ao Banco Central até 30 de outubro.

Ao mesmo tempo, algumas empresas reduziram ou encerraram suas operações no mercado brasileiro diante do novo ambiente regulatório. Bitnuvem, NovaDAX, Digitra e Coinext deixaram o varejo ao longo de 2026, segundo o levantamento, em geral citando dificuldades relacionadas à nova regulação.

Por enquanto, os seis processos públicos representam apenas um retrato inicial da reorganização do setor. Com a proximidade do prazo de outubro, novos pedidos de empresas de criptomoedas ainda podem surgir e ampliar a lista de companhias que buscam permanecer no mercado brasileiro sob supervisão do Banco Central.

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Luíza Nunes
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