
O custo para criar uma transação do Bitcoin resistente à computação quântica despencou quase 80% em apenas uma semana. A redução significativa ocorreu após uma competição de otimização de código promovida pela StarkWare, Yukon Research e Eigen Labs.
Segundo dados do painel do Quantum-Safe Bitcoin Optimization Challenge, o valor estimado de processamento via GPU caiu de aproximadamente US$ 320 para cerca de US$ 67. A disputa aberta testou até onde participantes externos conseguiam aumentar a eficiência do sistema.
A primeira transação desse tipo foi minerada na rede principal do Bitcoin no mês passado, utilizando um mecanismo criado pela StarkWare para proteger moedas sem necessitar de uma alteração estrutural na rede. Naquela ocasião, a operação exigiu cerca de 3.100 horas de GPU e custou em torno de US$ 320.
Toda essa economia decorre do ganho de velocidade no processamento local do usuário. O processo exige uma busca por força bruta antes do envio dos dados para a blockchain, gerando custos de placa de vídeo em vez de taxas de transação habituais.
Como o método insere um hash no lugar onde a rede espera uma assinatura e apenas uma em cada 70 trilhões de combinações atinge o padrão necessário, o sistema precisa testar dados repetidamente até encontrar um resultado válido.
O papel dos modelos de IA na proteção do Bitcoin
Durante o desafio, o desempenho de processamento em uma placa RTX 4090 saltou de 146 milhões para mais de 820 milhões de candidatos verificados por segundo. A competição registrou 62 melhorias promovidas em duas frentes de trabalho.
Modelos de inteligência artificial desempenharam um papel central no topo do ranking. A StarkWare destacou o desempenho das IAs Opus 5 e Fable 5.1, da Anthropic, seguidas por modelos como GPT-6 Astra (OpenAI), Grok 4.6 e Kimi.
Apesar dos avanços rápidos na criação de um Bitcoin resistente à computação quântica, a StarkWare ressalta que a estimativa de US$ 67 varia conforme as premissas de hardware. Além disso, a técnica funciona enviando a transação diretamente a um minerador e protege apenas moedas cujas chaves públicas ainda não foram expostas.
A empresa reitera que uma atualização por soft fork continua sendo a solução ideal para o longo prazo. Contudo, os testes ganham relevância no setor, com empresas de custódia como a Coinbase já desenvolvendo planos de proteção contra a evolução dos computadores quânticos.








