
Os ETFs de Bitcoin à vista nos Estados Unidos voltaram a registrar uma forte entrada de capital. Na última segunda-feira, esses fundos captaram quase US$ 1 bilhão, impulsionados pela recente valorização da criptomoeda ao seu nível mais alto desde janeiro.
Segundo dados da plataforma SoSoValue, o fluxo líquido positivo foi de exatamente US$ 998,95 milhões. Esta marca representa a maior captação diária desde 6 de outubro de 2025, data em que o ativo digital atingiu seu recorde histórico de aproximadamente US$ 126.200.
O volume impressionante da última segunda-feira também se consagra como o nono maior desde o lançamento dos fundos em 11 de janeiro de 2024. A liderança dos aportes ficou com o IBIT da BlackRock, que sozinho atraiu US$ 381,37 milhões.
Logo atrás da BlackRock, o fundo ARKB da Ark Invest garantiu entradas de US$ 289,12 milhões. O FBTC, administrado pela Fidelity, completou os destaques positivos captando cerca de US$ 238,84 milhões no mesmo período.
Esse fluxo de capital consolida uma sequência de três dias de ganhos e demonstra a confiança das instituições. O movimento ocorre logo após o mercado absorver uma tentativa fracassada de votação do Clarity Act no Senado e um recente aumento nas taxas de juros pelo Fed.
O impacto macroeconômico nos ETFs de Bitcoin
Com os números recentes, o total acumulado pelos ETFs de Bitcoin neste mês já soma US$ 1,31 bilhão. O desempenho acompanha um forte mês de agosto, que havia registrado US$ 3,52 bilhões em captação líquida positiva.
O interesse institucional se mantém firme mesmo diante das preocupações com a dívida fiscal global. Neste trimestre, o preço da moeda digital saltou 44%, chegando à faixa dos US$ 85.000 e superando ativos tradicionais como o ouro.
Apesar da forte movimentação recente, os investidores dos ETFs de Bitcoin ainda têm terreno para recuperar no longo prazo. No acumulado do ano, esses produtos de investimento à vista operam com uma retração líquida de US$ 450 milhões.








