O Bitcoin iniciou a semana operando acima da marca de US$ 81 mil. A maior criptomoeda do mercado manteve uma trajetória de alta lenta durante a sessão asiática desta segunda-feira, registrando um leve avanço nas últimas 24 horas.

A movimentação de preço do Bitcoin consolida os ganhos registrados desde a última quinta-feira, quando a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) abriu caminho para a negociação on-chain de ações americanas tokenizadas.

Enquanto a principal criptomoeda mantém a estabilidade no topo, o destaque entre os ativos digitais foi a NEAR. O token disparou cerca de 23% nas últimas horas, sendo negociado logo acima de US$ 4.

O salto de preço está diretamente ligado ao NEAR Intents, um serviço de swap construído na própria blockchain da NEAR. A tecnologia permite que carteiras troquem tokens entre redes diferentes sem que o usuário precise transferir os fundos previamente.

Carteiras amplamente utilizadas, como ZODL e Vizor, integraram a ferramenta para oferecer trocas do token ZEC. O resultado foi um aumento de seis vezes no volume diário de ZEC roteado pelo serviço na última semana. Com a rede servindo como camada central para a negociação, o preço do token nativo acompanhou o fluxo de capital.

O que esperar para o Bitcoin e outras criptomoedas nos próximos dias?

No restante do mercado de criptomoedas, o ZEC avançou 3%, superando US$ 1.500, e o BNB subiu 2%, cotado a quase US$ 777. Ativos como Ether e HYPE também registraram alta de 2%, enquanto XRP, DOGE, SOL e TRX subiram 1% ou menos.

O ritmo do mercado digital coincidiu com a valorização das bolsas de valores tradicionais. O índice MSCI da Ásia-Pacífico subiu quase 1%, puxado por ações de tecnologia na Coreia do Sul e em Taiwan.

O movimento no mercado asiático ocorreu após autoridades dos EUA descreverem as conversas comerciais com a China como muito bem-sucedidas, antes de uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping marcada para esta semana.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros do S&P 500 subiram um pouco menos de 1%, com o Nasdaq 100 avançando ligeiramente mais. No setor de commodities, o petróleo Brent caiu 2%, para pouco mais de US$ 101 o barril. Foi a quarta queda consecutiva do ativo, o que ajudou a aliviar as preocupações com a inflação americana.

Jeff Mei, diretor de operações da exchange BTSE, atribuiu a recente valorização do Bitcoin à liberação de negociações tokenizadas pela SEC, movimento que gerou uma liquidação forçada de posições vendidas (short squeeze).

Olhando para a frente, Mei observa que o calendário econômico dependerá agora das declarações de autoridades do Federal Reserve (Fed). “Eu esperaria mais volatilidade nas últimas semanas que antecedem esse evento”, afirmou o executivo sobre a reunião do Fed no final de outubro, indicando que o mercado terá tempo para se reposicionar com base na divulgação de novos dados de inflação.

Compartilhe esta notícia
Luíza Nunes
Escrito por

Luíza Nunes