
O volume global de vendas de NFTs registrou uma queda de 15,28% nos últimos sete dias, totalizando US$ 37,54 milhões. No entanto, os dados de mercado revelam um comportamento atípico: a quantidade de carteiras ativas comprando e vendendo esses ativos mais do que dobrou no mesmo período.
De acordo com o agregador CryptoSlam, os endereços de compradores saltaram 174%, chegando a quase 115 mil. Já os vendedores aumentaram 151%, ultrapassando a marca de 108 mil endereços na blockchain.
Curiosamente, o total de transações caiu cerca de 9%. Essa combinação mostra que a atividade atual está distribuída entre um número muito maior de participantes, em vez de concentrada em poucas carteiras.
Essa retração no mercado de colecionáveis digitais acontece durante um momento de alta no setor geral de criptomoedas, com o Bitcoin sendo negociado na faixa de US$ 81.300 e o Ethereum próximo a US$ 2.647. Apesar dos movimentos acontecerem ao mesmo tempo, os dados não indicam uma relação de causa e efeito.
Ethereum mantém liderança nas vendas de NFTs
A rede Ethereum continua dominando o setor, gerando US$ 15,32 milhões em volume orgânico. Embora o valor financeiro tenha recuado levemente em 2,6%, a quantidade de compradores na plataforma cresceu quase 64%.
A Polygon assumiu a segunda posição com US$ 7,09 milhões em negociações reais. A rede, porém, registrou um volume significativo de transações artificiais, conhecido como wash trading, somando US$ 18 milhões que não são contabilizados como comércio orgânico.
O Bitcoin ficou em terceiro lugar, sofrendo uma queda de 54% no volume financeiro semanal. A rede Base, por outro lado, foi o único destaque de crescimento entre os cinco principais blockchains, apresentando um leve aumento de 4% em suas vendas de NFTs.
Entre as coleções mais negociadas, a Courtyard, da rede Polygon, manteve o primeiro lugar com US$ 6,3 milhões, seguida pela Argonauts no Ethereum. O maior volume de transações individuais de alto valor ficou com a coleção Alchemix V3 Transmuter, cujos tokens representam posições em finanças descentralizadas (DeFi) em vez de arte digital comum.







