O retorno do Bitcoin ao patamar de US$ 80.000 na última sexta-feira gerou um debate intenso entre grandes nomes do mercado. O investidor de capital de risco Jason Calacanis fez duras críticas à utilidade da criptomoeda, que foram prontamente rebatidas por Michael Saylor.
Calacanis comparou o ativo a mídias obsoletas, afirmando que “o Bitcoin parece o CD na era do Spotify, o DVD na era da Netflix”. Para ele, a moeda não atrai mais a imaginação do público e perdeu seu apelo de enriquecimento rápido, tornando-se algo previsível e sem novidades.
O investidor também argumentou que o sistema apresenta uma experiência de usuário intimidadora e não é eficiente para transações ou contratos inteligentes. Ele ironizou os defensores do ativo, dizendo que passaram de piratas a executivos de “ternos e gravatas laranjas”, compartilhando memes constrangedores.
Michael Saylor defende o Bitcoin como sucesso global
Conhecido por seu forte apoio institucional, Michael Saylor não deixou a crítica sem resposta. Ele destacou o histórico da rede, lembrando que Calacanis acompanhou o crescimento do ativo desde 2011 até se transformar no atual sucesso de US$ 1,6 trilhão.
Rebatendo a ideia de que o Bitcoin precisa de novas funções ou de mais agilidade técnica, Saylor foi direto em sua avaliação: “O Capital Digital é o aplicativo matador”.
Saylor enfatizou que preservar a riqueza ao longo de gerações é uma ambição muito maior do que ser um assunto divertido para entreter convidados em jantares.
Para finalizar a discussão e reafirmar sua postura inabalável em relação ao ativo e à identidade visual adotada por seus entusiastas, Saylor concluiu com uma mensagem clara: “A gravata laranja fica”.








