A gigante de classificação de risco S&P Global adquiriu a OpenZeppelin, empresa focada em segurança de contratos inteligentes. O acordo, anunciado nesta quinta-feira, expande a atuação da S&P na análise de riscos de produtos financeiros baseados em redes descentralizadas.

Com a movimentação crescente de bancos e gestoras de ativos em direção à blockchain, a S&P Global busca integrar as ferramentas e a expertise técnica da OpenZeppelin aos seus serviços. Os termos financeiros da negociação não foram divulgados pelas empresas.

“À medida que os ativos digitais e os mercados tokenizados continuam a amadurecer, a tecnologia da OpenZeppelin complementará nossas capacidades de avaliação de risco”, afirmou Yann Le Pallec, presidente da S&P Global Ratings. Ele destacou que a união trará mais confiança para instituições tradicionais e empresas nativas de finanças descentralizadas (DeFi) operarem nesse ambiente.

Fundada em 2015, a OpenZeppelin é conhecida por desenvolver bibliotecas de código aberto e realizar auditorias de segurança. Seus contratos inteligentes são programas que executam transações automaticamente em redes como Ethereum, Solana e Cardano sempre que condições predeterminadas são atendidas.

Por que a S&P Global adquire OpenZeppelin neste momento

A aquisição acompanha o aumento do interesse institucional por produtos financeiros tokenizados e infraestrutura onchain. Recentemente, gestoras como a BlackRock lançaram fundos operados diretamente em redes blockchain, enquanto diversos bancos testam sistemas para pagamentos com stablecoins e liquidação automatizada.

O negócio também ocorre logo após a SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) introduzir uma isenção voltada para a inovação. A medida permite que plataformas qualificadas negociem ações tokenizadas dos EUA em blockchains públicas sem a necessidade de registro como bolsas de valores nacionais.

A OpenZeppelin continuará operando com seu próprio nome, como uma unidade de negócios separada da S&P Global. O cofundador e atual CEO, Demian Brener, permanecerá no cargo e passará a responder diretamente a Le Pallec.

Brener declarou que a parceria fará com que a infraestrutura da empresa alcance um grupo ainda maior de organizações que estão entrando no setor cripto, além de fortalecer as redes blockchain e os protocolos DeFi que já estão ganhando adoção institucional.

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Luíza Nunes
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