Adeus, varejo? XRP vê debandada de pequenos investidores enquanto bancos assumem.

Adeus, varejo? XRP vê debandada de pequenos investidores enquanto bancos assumem.

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por Redação

O cenário para a XRP parece contraditório à primeira vista. Enquanto o Ledger da Ripple atinge marcos históricos de uso institucional, os dados de rede mostram um esvaziamento massivo do interesse do pequeno investidor.

Segundo dados da Glassnode, a criação de novos endereços na rede XRP desabou mais de 80% desde dezembro de 2024. O volume, que girava em torno de 18 mil novos usuários por dia, caiu para apenas 5.020 atualmente.

Além disso, a oferta ativa mensal também sofreu um golpe, recuando 70% no mesmo período, mas, se você acha que o projeto está morrendo, os especialistas alertam: o perfil do investidor de XRP é que está mudando.

Marcin Kazmierczak, cofundador da RedStone, explica que essa queda reflete a saída de especuladores de varejo após o rali do final de 2024. “A rede está migrando da especulação de varejo para trilhos institucionais”, afirmou ele, destacando que essa transição raramente gera gráficos bonitos para endereços individuais.

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O futuro é institucional: Ripple, JPMorgan e Mastercard

Enquanto os CPFs saem, os grandes bancos entram. A Ripple concluiu um teste piloto de peso ao lado de gigantes como JPMorgan, Mastercard e Ondo Finance. A operação realizou a liquidação de ativos tokenizados em tempo real, utilizando a rede pública.

O teste envolveu o fundo OUSG da Ondo (Tesouro dos EUA tokenizado). O processo foi cinematográfico para o setor financeiro: a Mastercard roteou as instruções, o JPMorgan transferiu os dólares e a liquidação ocorreu fora do horário bancário tradicional na conta da Ripple em Singapura.

Atualmente, o valor de ativos do mundo real (RWAs) tokenizados no ledger da XRP já ultrapassa US$ 2,43 bilhões. Desse total, cerca de US$ 403 milhões são provenientes de títulos do Tesouro americano, provando que o interesse institucional é sólido.

A confiança dos grandes players foi impulsionada em março, quando a SEC e a CFTC classificaram o token da Ripple como uma “commodity digital”. Para Kazmierczak, essa definição regulatória foi o combustível que faltava para acelerar a entrada dos bancos de vez no ecossistema XRP.

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