Binance rebate WSJ e nega transações bilionárias com o Irã em nova investigação contra a corretora

Binance rebate WSJ e nega transações bilionárias com o Irã em nova investigação contra a corretora

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por Redação

A Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, enfrenta um novo capítulo de tensão no mercado cripto. A exchange rejeitou categoricamente o teor de uma recente investigação publicada pelo jornal Wall Street Journal (WSJ).

Publicada na última quinta-feira (22), a matéria do veículo norte-americano afirma que cerca de US$ 850 milhões transitaram pela plataforma por meio de contas vinculadas ao Irã e a entidades sancionadas pelos Estados Unidos. O destino final dos recursos seria o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

A apuração do WSJ detalha que o financista iraniano Babak Zanjani operava contas usando os mesmos dispositivos de sua família e parceiros. Além disso, o texto aponta que a própria equipe de conformidade da exchange detectou um acesso vindo de Teerã no fim de 2024, mas manteve as contas ativas por mais de um ano.

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O histórico regulatório e os desdobramentos da investigação contra a Binance

Richard Teng, CEO da corretora, utilizou a rede social X na sexta-feira (23) para se defender de forma direta. O executivo classificou o artigo como “fundamentally inaccurate” e assegurou que a empresa nunca autorizou movimentações com indivíduos sob sanção internacional.

Segundo Teng, as atividades suspeitas mapeadas pelo jornal teriam ocorrido antes de as pessoas citadas sofrerem sanções oficiais. Ele também destacou que a Binance iniciou uma auditoria própria antes de ser contatada pelo veículo, mas as conclusões foram ignoradas na reportagem.

O embate ganha peso pelo histórico recente da empresa. Em 2023, a Binance declarou-se culpada por violações de sanções e lavagem de dinheiro nos EUA, pagando uma multa recorde de US$ 4,3 bilhões. O WSJ alega que novos fluxos iranianos teriam recomeçado logo após esse acordo institucional.

Este não é o primeiro desentendimento público entre as duas partes, visto que o jornal publicou acusações semelhantes em fevereiro. Em março, diante de relatos de que o Departamento de Justiça dos EUA abriu um novo inquérito, a corretora respondeu movendo um processo por difamação contra o WSJ, elevando o tom na disputa jurídica em torno dessa nova investigação contra a Binance.

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