Um grupo criminoso autodenominado “iamnotavillain” estabeleceu um prazo de 24 horas para que a Revolut pague um resgate. A ameaça surge após um vazamento de dados que expôs informações sensíveis de clientes.
Os invasores exigem o pagamento de US$ 3 milhões, equivalente a cerca de 6.000 unidades da criptomoeda Monero (XMR). O ativo digital foi escolhido pelo grupo justamente por dificultar o rastreamento do histórico de transações.
Caso a empresa não efetue o pagamento, os hackers afirmam que vão comercializar as informações roubadas com outros criminosos. A exigência foi publicada nesta quarta-feira, acompanhada de um cronômetro em contagem regressiva, segundo apuração do jornal Financial Times.
Em resposta oficial, um porta-voz declarou ao portal CoinDesk que “a Revolut não recebeu nenhum contato direto ou demanda dos indivíduos ou do grupo que faz essas alegações”. Apesar disso, relatórios indicam que pelo menos 680 contas de usuários foram comprometidas.
Os autores do ataque relataram ao Financial Times que selecionaram os alvos por meio de análises em redes blockchain. O objetivo era encontrar especificamente contas que possuíssem saldos expressivos em criptomoedas.
Como aconteceu o vazamento de dados na Revolut e a resposta da empresa
Os invasores conseguiram acesso aos registros de clientes passando-se por agentes do governo. Eles enviaram solicitações falsas de informações que conseguiram contornar as verificações de segurança da plataforma de pagamentos.
Para comprovar o sucesso da invasão, o grupo enviou um vídeo de 60 segundos ao jornal britânico. A gravação de tela mostrava dados como passaportes, carteiras de motorista, fotos usadas em processos de verificação de identidade (KYC) e históricos de transações.
Ao notificar os usuários sobre o vazamento de dados, a Revolut afirmou que bloqueou o endereço utilizado nas solicitações fraudulentas. O caso já foi repassado para agências governamentais, reguladores e autoridades policiais competentes.
A companhia também tranquilizou o público ao garantir que os fundos depositados pelos clientes e os sistemas principais não sofreram impacto. Até o momento, os criminosos confirmaram que não existem negociações em andamento com a plataforma.




