A gigante do mercado cripto Tether, emissora da stablecoin USDT, acionou a Justiça de São Paulo para cobrar uma dívida astronômica. O alvo é a Titan Holding, empresa de investimentos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A disputa envolve um empréstimo de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) realizado em março de 2025. Com o acúmulo de juros, a Tether processa Banco Master e suas coligadas por um montante que já ultrapassa a marca de R$ 1,6 bilhão.
Segundo a Tether, os recursos foram liberados “de boa-fé” na época, quando não havia sinais de problemas no conglomerado. A primeira transferência ocorreu no mesmo dia em que o BRB anunciou interesse em comprar o Master, o que trazia um ar de solidez ao negócio.
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A crise do Banco Master e as garantias da Tether
O contrato previa o vencimento antecipado da dívida caso a nota de crédito da instituição caísse. Foi exatamente o que aconteceu em setembro de 2025, após um rebaixamento pela Fitch Ratings.
A situação piorou em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição. Mesmo com esses gatilhos contratuais, a Tether afirma que não recebeu um centavo sequer do pagamento acordado até o momento.
Como garantia da operação, o Banco Master utilizou sua carteira de crédito consignado, incluindo operações do polêmico Credcesta. Essa mesma carteira é alvo de investigações por suspeitas de fraude e gestão temerária.
Atualmente, Daniel Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Sua detenção, ocorrida em março de 2026, é motivada por suspeitas de gestão fraudulenta e supostos planos de violência contra opositores.
Agora, a emissora da USDT pede o bloqueio imediato de ativos financeiros das empresas devedoras. O objetivo é garantir que os lucros dos créditos consignados sejam usados diretamente para quitar o prejuízo bilionário.
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