O mercado cripto acaba de ganhar um impulso de peso na América Latina. A Tether, gigante por trás da stablecoin USDT, anunciou um aporte estratégico de US$ 20 milhões na plataforma brasileira Mercado Bitcoin.
O objetivo principal do investimento é acelerar a expansão de finanças tokenizadas em toda a região. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de ativos digitais, pagamentos com stablecoins, linhas de crédito e serviços de remessa internacional baseados em blockchain.
Desde sua fundação em 2013, o Mercado Bitcoin diversificou sua atuação para além da negociação de criptomoedas. A empresa hoje conta com mais de 4,5 milhões de usuários e já emitiu mais de R$ 2 bilhões em ativos tokenizados, operando sob quase uma dúzia de licenças regulatórias no Brasil e na Europa, incluindo a de instituição de pagamento do Banco Central.
Como o aporte da Tether impulsiona o Mercado Bitcoin na região
Em fevereiro, a exchange brasileira já havia demonstrado sua força no setor ao movimentar mais de US$ 20 milhões em crédito privado tokenizado na rede Rootstock, uma sidechain do Bitcoin. O avanço regulatório da plataforma foi um dos principais atrativos para o negócio.
Segundo o CEO da Tether, Paolo Ardoino, o Mercado Bitcoin construiu uma das infraestruturas on-chain reguladas mais completas da América Latina. O movimento faz parte de uma estratégia da Tether Investments, que utiliza seus lucros para financiar a infraestrutura blockchain global.
No primeiro trimestre de 2026, a Tether registrou um lucro líquido de aproximadamente US$ 1,04 bilhão. Além do ecossistema de stablecoins, a companhia vem diversificando seu portfólio com investimentos recentes em inteligência artificial, biotecnologia, mídia digital e infraestrutura de energia.
Apesar das especulações de mercado sobre uma possível listagem pública devido ao crescimento acelerado de suas rodadas de investimento, Ardoino reforçou que a empresa por trás do USDT não possui planos de abrir seu capital na bolsa de valores.





