A Tesla, sob o comando de Elon Musk, decidiu não mexer em um único centavo de sua reserva de criptomoedas no primeiro trimestre de 2026. A empresa manteve sua posição de 11.509 BTC intacta, mesmo diante de um cenário de alta volatilidade no mercado cripto global.
Embora o Bitcoin tenha sofrido uma desvalorização contábil de 22% no período — refletindo a queda do preço de US$ 90 mil para a casa dos US$ 68 mil, a gigante dos elétricos não se abalou. Esse recuo gerou uma perda nominal de US$ 173 milhões no valor justo dos ativos.
O foco de Musk, no entanto, parece ter se deslocado para o espaço e a inteligência artificial. No mesmo período em que segurou o Bitcoin, a montadora injetou impressionantes US$ 2 bilhões na SpaceX, consolidando sua participação na empresa de foguetes após a absorção da xAI.
Inteligência Artificial e o futuro da Tesla
Apesar da inércia no mercado cripto, a Tesla superou as expectativas de Wall Street. O lucro por ação (EPS) ficou em US$ 0,41, batendo o consenso de US$ 0,36, enquanto a receita atingiu US$ 22,38 bilhões, impulsionando as ações no mercado após o fechamento.
A estratégia agora é “IA-first”. Musk destacou o cluster de treinamento Cortex 2, que opera com 230 mil GPUs, e o novo chip AI5, essencial para o Cybercab e o robô Optimus. O Bitcoin da Tesla agora divide o balanço patrimonial com investimentos massivos em chips e computação pesada.
Com 1,28 milhão de assinantes no sistema FSD (Full Self-Driving), a Tesla mostra que, embora o “HODL” continue firme há mais de três anos, o combustível para o crescimento imediato da companhia está na autonomia veicular e na parceria estratégica com a SpaceX.










