O setor financeiro tradicional norte-americano está dando um passo importante em direção aos ativos digitais. Um novo programa piloto vai permitir o teste de stablecoins em cooperativas de crédito nos Estados Unidos, envolvendo instituições que somam US$ 25 bilhões em ativos.
A iniciativa foi lançada pela Stablecore, uma provedora de infraestrutura de ativos digitais, em parceria com a Circuit e a Curql. O objetivo principal é dar espaço para que os credores de menor porte avaliem os pagamentos eletrônicos antes de uma implementação definitiva.
Regulamentação avança para as stablecoins
A chegada de stablecoins em cooperativas de crédito vai permitir que as entidades participantes experimentem serviços que vão desde liquidações com moedas pareadas até depósitos tokenizados. O projeto também engloba transações com Bitcoin (BTC), rampas de conversão e ferramentas de staking.
A Stablecore já vem pavimentando esse caminho através da integração com sistemas bancários tradicionais. Em fevereiro, a empresa se associou à rede Jack Henry Fintech, o que abriu canais de acesso direto para mais de 1.600 clientes institucionais.
Esse movimento acompanha de perto as recentes discussões regulatórias no país. A National Credit Union Administration (NCUA), órgão que fiscaliza o setor, propôs regras de licenciamento para os emissores dessas moedas estáveis que operam por meio de subsidiárias.
As diretrizes preliminares focam na supervisão inicial do ecossistema, enquanto normas sobre reservas de liquidez e gestão de riscos devem ser apresentadas posteriormente. Atualmente, os Estados Unidos contam com mais de 4.200 dessas instituições financeiras seguradas pelo governo.
Pagamento com stablecoins desafia hegemonia dos bancos e atrai e-commerces transfronteiriços




