Stablecoins dominam o Peru: por que 90% das transações cripto usam “dólares digitais”?

Stablecoins dominam o Peru: por que 90% das transações cripto usam “dólares digitais”?

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por Redação

O mercado de criptomoedas no Peru está vivendo uma transformação impressionante, e as stablecoins são as grandes protagonistas. Atualmente, esses ativos já representam 90% do volume total de transações no país.

De acordo com Daniel Acosta, gerente geral da Binance para o Norte da América Latina, o volume anual movimentado no mercado peruano chega a US$ 28 bilhões. Desse montante, a grande maioria das operações envolve as moedas pareadas ao dólar.

O principal motivo para essa adoção em massa não é a especulação, mas sim a utilidade prática. As stablecoins se tornaram a ferramenta favorita dos peruanos para pagamentos internacionais e o envio de remessas.

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Impacto real no bolso das famílias e economia de custos

Acosta destaca que, enquanto o custo médio para enviar remessas no Peru pelo sistema tradicional é de 6,6%, o uso de stablecoins derruba essa taxa para menos de 0,5%.

Essa diferença de taxas gera uma economia anual que varia entre US$ 180 e US$ 420 por família. “Não estamos falando de especulação; estamos falando de um impacto real na vida das pessoas”, afirmou o executivo da Binance.

Além da economia, o mercado peruano cresceu de forma explosiva nos últimos anos. Em 2025, o país se consolidou entre as seis maiores economias cripto da região, com as compras de stablecoins impulsionadas também pela busca por rendimentos passivos.

A tendência é que essas moedas digitais se tornem invisíveis no dia a dia. Para Acosta, as instituições financeiras devem integrar o ecossistema cripto de tal forma que o usuário nem perceberá se está usando o sistema tradicional ou a tecnologia blockchain.

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