O clima de tensão geopolítica entre EUA, Israel e Irã deu uma trégua, e o mercado de criptomoedas aproveitou para respirar. Desde o fim de fevereiro, a capitalização total já saltou mais de 14%, sinalizando que o pior pode ter passado.
Mas não é só o preço que está subindo: três indicadores fundamentais mostram que o chamado “Smart Money” (o dinheiro inteligente das baleias e instituições) está saindo da defensiva e voltando a se posicionar em ativos digitais.
O primeiro grande sinal vem das corretoras. Segundo o analista Darkfost, a Binance registrou uma entrada líquida de quase US$ 6 bilhões em stablecoins entre março e abril. Só em abril, o fluxo positivo foi de US$ 3,5 bilhões, revertendo uma tendência anterior de saques pesados.
No jargão do setor, essas stablecoins paradas em exchanges são chamadas de “pólvora seca”. É o capital que já entrou no ecossistema, mas ainda aguarda o momento certo para comprar Bitcoin ou Ethereum.
Institucionais e o otimismo dos ETFs
Além da liquidez nas exchanges, o humor do investidor mudou drasticamente. O Índice de Medo e Ganância, que amargava os 12 pontos (medo extremo) há um mês, saltou para 47, atingindo a zona de neutralidade, o pânico deu lugar a uma postura mais equilibrada no mercado de criptomoedas.
A força dos institucionais também impressiona. Os ETFs de cripto à vista registraram, na semana encerrada em 17 de abril, suas maiores entradas desde o início do ano. O interesse não se resume ao Bitcoin: Ethereum, XRP, Chainlink e até Solana também viram fluxos positivos consecutivos.
“Quando as entradas superam as saídas em uma grande exchange, isso sugere que parte do mercado está começando a se reposicionar para participar da recuperação gradual que está em andamento há quase dois meses”, afirmou Darkfost em sua análise.
Embora o cenário seja otimista, analistas alertam que a recuperação do mercado de criptomoedas ainda é cautelosa. O movimento das próximas semanas dependerá de como esse volume bilionário de stablecoins será convertido em compras reais e da estabilidade no cenário macroeconômico global.









