O Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade uma resolução simbólica afirmando que o fundador da FTX não deve receber clemência. O documento enfatiza que “under no circumstances” (sob nenhuma circunstância) deve haver um perdão de Sam Bankman-Fried ou redução de sua pena.
A medida bipartidária, chamada S. Res. 772, foi liderada pelos senadores Cynthia Lummis e Rubén Gallego. Como o texto não possui força de lei, ele funciona como uma pressão política, sem limitar o poder constitucional de clemência do presidente norte-americano.
Os bastidores do caso e o possível perdão de Sam Bankman-Fried
De acordo com Lummis, o empresário já teve seu momento no tribunal e está exatamente onde deveria. Gallego foi ainda mais direto em sua declaração sobre o caso, afirmando de forma categórica: “Keep him locked up” (mantenham-no trancado).
A decisão chega em um momento delicado para o ex-executivo, que recentemente perdeu a apelação para reverter sua condenação por fraude. Além disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou em janeiro que não tem intenções de conceder o perdão de Sam Bankman-Fried, embora já tenha perdoado outros nomes conhecidos do setor cripto, como CZ e Ross Ulbricht.
Bankman-Fried foi condenado no final de 2023 por sete acusações ligadas ao colapso da FTX em 2022. O caso é considerado uma das maiores fraudes financeiras da história americana, resultando em um prejuízo superior a US$ 8 bilhões para os clientes da plataforma.
Com o cerco político e judicial se fechando, as chances de uma saída antecipada se tornam mínimas. Condenado a 25 anos de prisão, a previsão atual é que ele cumpra a pena quase integralmente, com soltura estimada apenas para meados de 2044.



