O conglomerado financeiro japonês SBI Holdings está acelerando a expansão no mercado cripto. A instituição asiática acaba de firmar uma parceria estratégica com a Solana Foundation, além de liderar rodadas de aportes milionários em infraestrutura digital.
A colaboração com a rede Solana transforma a antiga subsidiária SBI R3 Japan na nova empresa “SBI Solana Global”. O foco desta joint venture é construir um mercado financeiro on-chain focado primeiramente no Japão.
A nova unidade vai gerenciar a emissão de stablecoins, incluindo o JPYSC, moeda digital atrelada ao iene lançada pela própria instituição. O grupo também planeja tokenizar ativos do mundo real, como títulos corporativos, fundos e imóveis comerciais.
O que motiva a expansão da SBI no mercado cripto?
Estes movimentos recentes confirmam a rápida expansão da SBI no mercado cripto. A empresa se tornou a única investidora nas rodadas Série C da Gauntlet (US$ 125 milhões) e da EDX Markets (US$ 76 milhões), e no mês passado comprou a corretora japonesa Bitbank por quase US$ 289 milhões.
Especialistas do setor apontam que a instituição não quer apenas exposição aos preços dos tokens, mas busca dominar a infraestrutura tecnológica na Ásia. O objetivo é criar uma rede institucional completa, desde a emissão até a liquidação de pagamentos transfronteiriços.
O cenário regulatório favorável impulsiona fortemente essas decisões de negócios. O Japão avança com leis para classificar ativos digitais como instrumentos financeiros tradicionais, projetando reduzir os impostos sobre ganhos de capital no setor de 55% para 20% até 2028.
Mostrando agilidade institucional, a corretora SBI VC Trade já prepara novos serviços voltados para investidores de varejo. A empresa anunciou que começará a aceitar aplicações para um produto de empréstimo de 12 semanas, oferecendo um rendimento anual de 3% sobre os depósitos da stablecoin JPYSC.




