O gigante financeiro japonês SBI Group assumiu o controle acionário da Coinhako, uma das principais plataformas de criptomoedas de Cingapura. A movimentação faz parte de uma estratégia agressiva para consolidar a liderança da empresa no mercado de ativos digitais na região asiática.
Com mais de 14 milhões de usuários e US$ 308 bilhões em ativos sob custódia, o plano do SBI Group é ambicioso. Segundo o CEO Yoshitaka Kitao, o objetivo principal é conectar exchanges de todo o mundo para estabelecer um corredor global voltado para a liquidação de ativos em blockchain.
A expansão regional ganhou tração através de parcerias de peso. A companhia se uniu à Ondo Finance para tokenizar ações japonesas e firmou um acordo com a Solana Foundation, que terá participação na SBI R3 Japan (rebatizada de SBI Solana Global) para emitir stablecoins e tokenizar ativos reais, como títulos e imóveis.
A infraestrutura de longo prazo do SBI Group
Especialistas apontam que a corporação se tornou o primeiro grupo financeiro asiático a cobrir toda a cadeia de valor desse setor. Joseph Goh, diretor da Areta, destaca que o grande prêmio dessa estratégia é a liquidação em rede baseada em ienes, um dos pilares financeiros da próxima década.
Apesar do avanço rápido, a stablecoin JPYSC da empresa ainda possui limitações operacionais. Atualmente, a utilização do ativo fica restrita às contas internas da SBI VC Trade e não permite transferências para carteiras externas ou redes blockchain públicas, limitando o uso imediato fora da plataforma.
Por outro lado, o SBI Group demonstra total confiança na maturidade da tecnologia. A empresa fechou a compra da Bitbank por cerca de US$ 289 milhões e já havia adquirido a Bitpoint em 2022, além de liderar rodadas de investimento milionárias para a EDX Markets e a gestora de risco Gauntlet.
Portanto, o foco institucional ignora as oscilações de curto prazo do mercado. O grupo projeta que a expansão dos ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos vai atrair mais liquidez e credibilidade, fazendo com que o varejo e as grandes instituições se desenvolvam de forma complementar.





