Relatório da CoinGecko expõe avanço nos roubos de criptomoedas em 2026

Relatório da CoinGecko expõe avanço nos roubos de criptomoedas em 2026

Um novo levantamento focado na segurança do mercado cripto revelou que os roubos de criptomoedas ultrapassaram a marca de US$ 3,63 bilhões desde o início de 2025.

Os dados são do relatório sobre o estado da segurança cripto da CoinGecko de 2026, que documentou 245 incidentes até julho. Apenas os 10 maiores ataques concentraram mais de 72,5% de todo o capital desviado.

O perfil dos invasores evoluiu rapidamente. Hackers solitários deram lugar a cartéis organizados e entidades financiadas por estados, como a Coreia do Norte. Esses grupos agora utilizam mixers e pontes de rede para ocultar os rastros financeiros.

Problemas na infraestrutura e na cadeia de suprimentos lideram o ranking de prejuízos, resultando em mais de US$ 1,8 bilhão em perdas. Casos envolvendo falhas de segurança em plataformas como Bybit e KelpDAO ilustram o impacto dessas brechas.

Plataformas auditadas não impedem roubos de criptomoedas

As vulnerabilidades também mudam conforme o tipo de operação. Nas corretoras centralizadas (CEXes), o comprometimento de chaves privadas e erros de mecanismos internos, que já afetaram empresas como Binance e Bitget, são os principais riscos. Já os aplicativos descentralizados (dApps) perderam US$ 546 milhões devido a explorações complexas em contratos inteligentes.

Um detalhe prático do estudo é que quase 60% das plataformas exploradas haviam passado por auditorias de segurança independentes. Esses 147 projetos comprometeram mais de 88% do valor total drenado nos últimos 19 meses.

As auditorias convencionais muitas vezes não cobrem o escopo real dos ataques atuais. A maioria das invasões atinge a infraestrutura externa ou atualizações de código que não foram inspecionadas, enquanto falhas exclusivas em contratos inteligentes representaram apenas 11% dos incidentes.

Em paralelo ao aumento nos roubos de criptomoedas, o mercado de seguros on-chain encolheu. A cobertura ativa das principais plataformas do setor caiu 20,2%, passando de US$ 163,2 milhões para US$ 130,2 milhões, refletindo a desconfiança dos usuários e os altos custos diante do risco elevado até agosto de 2026.