O Banco Central da Coreia do Sul (BOK) reforçou sua posição de que a emissão de stablecoins na Coreia do Sul atreladas ao won deve ser liderada obrigatoriamente por consórcios bancários. A medida visa garantir maior estabilidade e segurança jurídica ao ecossistema financeiro local.
Essa exigência foi reapresentada em documentos oficiais enviados à comissão de finanças da Assembleia Nacional. A autoridade monetária defende enfaticamente a criação de salvaguardas rígidas e de um órgão político estatutário interinstitucional para supervisionar as entidades emissoras.
O posicionamento firme sobre o futuro das stablecoins na Coreia do Sul dividiu opiniões entre parlamentares e associações do setor privado. Essa falta de consenso regulatório tornou-se o principal fator por trás dos sucessivos adiamentos na votação do marco legal dos ativos digitais no país.
O impasse regulatório das stablecoins na Coreia do Sul
Em paralelo, o BOK expandirá os testes de tokens de depósito comercial no segundo semestre. A iniciativa segue o apoio manifestado pelo diretor Hyun-Song Shin em abril e inclui projetos-piloto voltados para o pagamento de subsídios governamentais, vouchers e infraestrutura de recarga para veículos elétricos.
A discussão sobre o enquadramento de stablecoins na Coreia do Sul e de ativos reais tokenizados (RWAs) nas leis financeiras tradicionais segue sem definição. Embora o partido governista busque uma integração rápida, a exigência de controle majoritário por parte dos bancos comerciais gera forte resistência no mercado.
O plano original apresentado ao presidente Lee Jae-myung fixava o primeiro trimestre de 2026 como meta para a aprovação das novas regras. Contudo, o cronograma estourou devido aos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio iniciado em fevereiro, além de eleições locais e mudanças internas nas comissões do parlamento.




