Proteção quântica avança no mercado de custódia cripto com novo método patenteado pela BitGo

Proteção quântica avança no mercado de custódia cripto com novo método patenteado pela BitGo

A BitGo anunciou nesta quinta-feira o lançamento de novas ferramentas de segurança focadas em trazer proteção quântica para carteiras institucionais de Bitcoin. O objetivo da iniciativa é ajudar grandes investidores a analisar e mitigar os riscos associados à evolução dos computadores quânticos em carteiras baseadas no modelo UTXO.

A novidade chega para reforçar a arquitetura de múltiplas assinaturas (multi-sig) da empresa. Com esses recursos operacionais, as instituições poderão gerenciar melhor a exposição de chaves privadas e aprimorar a movimentação de fundos na rede.

Especialistas apontam que as soluções criptográficas para blindar os ativos digitais contra o avanço tecnológico já existem. Para muitos deles, o perigo real não é a falta de tecnologia, mas sim a demora do mercado em adotar essas defesas a tempo.

O cofundador e CEO da BitGo, Mike Belshe, destacou o pioneirismo das frentes focadas em desenvolver a proteção quântica. “A BitGo está investindo na base necessária para um futuro pós-quântico para nossos clientes”, afirmou o executivo.

De acordo com Belshe, a estratégia foca no anonimato das chaves públicas. “Acreditamos que a chave mais segura é aquela cuja chave pública nunca foi revelada on-chain. Esses recursos dão às instituições uma maneira prática de entender e reduzir a exposição quântica, enquanto continuam a contar com a segurança comprovada das múltiplas assinaturas”, explicou.

Como funciona a nova proteção quântica bitcoin da BitGo

As novas ferramentas de proteção quântica operam diretamente sobre os UTXOs, que são os pedaços individuais de criptoativos que compõem o saldo de uma carteira. Como a maioria das carteiras da rede utiliza esse sistema, o gerenciamento de riscos se torna mais complexo nessa estrutura.

Previstas para as próximas semanas, as ferramentas incluem um método com patente provisória que agrupa e prioriza os fundos por endereço. Essa técnica reduz os riscos gerados por transações parcialmente gastas, mas não cobre formatos que expõem a chave pública desde o início, como Taproot ou Pay-to-Public-Key.

A urgência sobre o tema ganhou força recentemente com um relatório do Conselho Consultivo Independente sobre Computação Quântica e Blockchain da Coinbase. O estudo revelou que cerca de 7 milhões de moedas estão armazenadas em endereços vulneráveis a ataques desse tipo no futuro.

Belshe reforçou a necessidade de agir antes que a tecnologia se torne uma ameaça real. “Acreditamos que as instituições não precisam esperar por um evento quântico para começar a gerenciar o risco quântico”, concluiu o CEO, ressaltando que “a abordagem correta é reduzir a exposição agora, fortalecer as operações das carteiras e se preparar para a migração dos modelos de segurança de hoje para os futuros padrões pós-quânticos.”